Vasco Seabra: “Assumir a responsabilidade, o peso da derrota, que é um momento de frustração gigante”

As palavras do treinador do FC Arouca após a eliminação na Taça de Portugal

Após a derrota na deslocação a Fafe (2-1), a quarta consecutiva e que ditou a eliminação da Taça de Portugal, Vasco Seabra, treinador do FC Arouca, confessou a falta de atitude da equipa, apontou que todos têm de fazer mais e analisou também as dificuldades sentidas nas bolas paradas defensivas ao longo do encontro. Estas foram as questões colocadas ao técnico:

  • O que faltou?

“Faltou muita coisa. Essencialmente, uma postura mais capaz, principalmente na segunda parte, na qual fomos deixando de existir. A nossa atitude competitiva baixou, a do Fafe foi subindo, também com o entusiasmo dos adeptos e com o que fomos permitindo que fosse acontecendo. Podíamos ter fechado o jogo, pelo menos ter feito o 2-0 e se o fizéssemos, as coisas tinham ficado mais estáveis para nós. Não o fizemos e expusemo-nos a muitos momentos de transição e, depois, a fragilidade na bola parada.

Mais do que explicações, resta-nos assumir a responsabilidade, o peso da derrota, que é um momento de frustração gigante. Queríamos continuar na prova, temos de focar-nos no campeonato. Pedir desculpa às pessoas que nos acompanham, seja as que ficaram em casa, seja as que vieram cá e sabemos que, mais do que qualquer outra coisa, temos de ser nós a dar a volta à situação. Vacilámos muito tempo na segunda parte.”

  • Peso da derrota e eliminação e o facto de ser a 4ª derrota consecutiva

“Pode ter um peso em que nos deixa no chão, ou pode ser a bofetada que todos temos de levar para acordarmos e percebermos que isto é o nível mais alto que existe em Portugal, é um patamar competitivo altíssimo e todos temos de fazer mais: treinador, equipa técnica, jogadores.”

  • Dificuldade ao defender as bolas paradas (cantos do Fafe)

“Tivemos sempre fragilidade na bola parada. Treinámos esta semana várias vezes situações de esquemas táticos defensivos, sabíamos que, num jogo típico de Taça, que é sempre um momento em que temos de estar muito agressivos e focados. Já tínhamos sofrido dois golos de canto com o Estoril e sabíamos que tínhamos de melhorar e crescer. Ao intervalo, reforçámos essa necessidade de sermos agressivos, primeiro impedir cantos e, se fosse, a necessidade que tínhamos. Não fomos competentes, responsabilidade minha e da equipa.”

Simão Duarte

Foto: FCA

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Simão Duarte
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