FC Arouca colocou-se na frente, mas deixou-se ultrapassar pelo Fafe e está fora da Taça (2-1)

No regresso à competição, os fantasmas do passado continuaram a atormentar o FC Arouca. Na deslocação a Fafe, os arouquenses colocaram-se em vantagem no marcador no primeiro tempo, mas desapareceram por completo na segunda parte, não conseguindo conter o crescimento dos Justiceiros, os quais terminaram como justos vencedores. 2-1 foi o resultado final, a favor dos da casa, que avançam na prova e voltam a eliminar uma equipa da Primeira Liga.

No que diz respeito às escolhas iniciais, ambos os técnicos efetuaram uma mão cheia de mudanças. Pelos arouquenses, Vasco Seabra promoveu as entradas de João Valido, Alex Pinto, Omar Fayed, Van Ee e Nandín, para os lugares de Mantl, Esgaio, Fontán, David Simão e Barbero.

Duelo dividido, com um foguete do goleador dos Lobos

Os arouquenses entraram bem no encontro, tendo mais bola e procurando instalar-se no meio campo adversário. Puche foi o autor do primeiro aviso digno de registo, quando, ao minuto 7, recebeu a bola no coração da área, mas atirou por cima, com o pé esquerdo. Também os Justiceiros entraram bem no duelo, dando luta: no seu 4x1x2x3, com os três médios a fecharem o espaço interior, remetendo o jogo arouquense para as alas. Os da casa procuravam explorar essencialmente as transições rápidas e a bola parada: aos 9 minutos, Tiago Veiga isolou-se e tentou servir um companheiro, mas Valido saiu bem. Pouco depois, João Oliveira, na sequência de um canto pela esquerda, cabeceou ao primeiro poste, com a bola a passar rente ao mesmo.

O relvado estava cada vez mais pesado, devido à chuva, e os espaços eram poucos, existindo essencialmente nas alas. Foi por aí que os arouquenses criaram o golo com o qual se colocaram na vantagem do marcador. Corria o minuto 27 quando Djouara, assistido por Fukui, partiu da esquerda para dentro e atirou com muita força para o fundo das redes. Um grande golo do extremo, o melhor marcador dos arouquenses, que somou o seu sexto tento certeiro.

Até ao descanso, a equipa da casa procurou crescer em campo, não tendo sucesso imediato nisso. Nota apenas para a grande chance dos Justiceiros, ao minuto 40: na sequência de um livre, João Oliveira cabeceou à baliza, com a bola a bater no chão mesmo à frente de João Valido. Apesar da exigência superior, Valido respondeu à altura, com uma grande defesa. A bola sobrou ainda para Théo Fonseca, mas, com o ângulo já bem fechado, atirou à malha lateral.

Onde está a justiça de Fafe? Apareceu no segundo tempo

Há largos anos, eternizou-se a questão acerca da localização da justiça de Fafe. Dizem que é junto ao Hospital, mas, no caso deste duelo, esta apareceu no segundo tempo. Se, na primeira parte, os fafenses começaram por revelar uma boa solidez defensiva, mas, logo após o momento do 0-1, abriram o seu jogo e procuraram o golo do empate. Tudo o que era criado por estes acabava com interceções dos arouquenses, grande parte destas cedendo pontapés de canto, a principal fonte da qual o ataque do Fafe bebeu durante o jogo.

E o médio possante João Oliveira, que havia somado chances nesse quesito, acabou mesmo por marcar ao minuto 50. Precisamente de canto na faixa direita, tocado à forma curta, a bola acabou no primeiro poste, onde o camisola 60 cabeceou para o fundo das redes.

Os arouquenses não souberam reagir ao golo sofrido, na medida em que, pouco tempo depois, estiveram próximos de sofrer novo golo, quando Carlos Daniel aproveitou uma cratera no meio da defesa para se isolar na cara de Valido. Mais uma vez, à imagem do que fez em todo o jogo, Valido fez uma boa intervenção. Os Lobos só despertaram à hora de jogo, quando, aos 64, Nandín teve a sua primeira chance com um cabeceamento, e, dois minutos depois, Pablo, com um remate ao ângulo superior esquerdo. Ambas as chances foram negadas por João Gonçalo e foram a exceção à regra, pois, globalmente, foram os da casa quem estiveram por cima do jogo no segundo tempo.

Na entrada do quarto de hora final, o Fafe voltou a estar perto do golo da vitória: Valido saiu dos postes e atirou-se para dar um safanão a um cruzamento vindo da direita, com a bola a sobrar para João Santos. O camisola 9 tentou atirar à baliza, mas Popovic afastou a bola, estando perto da linha de golo. Ele que, a cinco minutos dos 90, teve na cabeça uma grande oportunidade de marcar, mas cabeceou ao lado.

No período de compensação, mais uma vez na sequência de um canto, João Oliveira colocou de cabeça a bola no fundo das redes, para enorme festa da equipa e dos adeptos da casa, que tudo fizeram na segunda parte para vencer e avançar na Taça. Os arouquenses caíram a pique de rendimento na segunda parte, não tendo a mesma personalidade que seria necessária para fazer frente ao espírito grande de sacrifício que os casa mostraram.

Com esta derrota, a quarta consecutiva, o FC Arouca está fora da Taça de Portugal e terá certamente muito em que pensar antes de, no próximo dia 1 de dezembro, receber o SC Braga, pelas 20h15 dessa segunda feira.

Tempo de compensação: 1 minuto na 1ª parte, 5 na 2ª.

Suplentes Fafe:

Damaso (GR), Breno, Zé Oliveira (DF), João Amorim, Gonçalo Pinto, David Silva (MD), Ká Semedo, João Santos, Picas (AT)

Suplentes Arouca:

Mantl (GR), Esgaio, Diogo Monteiro (DF), Pablo. Pedro Santos, David Simão (MD), Trezza, Barbero Mansilla (AT)

Ficaram de fora Mateo Flores (lesão), Vinarcik, Matías Rocha, Danté, Jansonas (opção)

Substituições Fafe:

Intervalo – Saíram Vasco Braga e Tiago Veiga, entraram Picas e João Santos

71 – Saiu Théo Fonseca, entrou Ká Semedo

87 – Saiu Carlos Daniel, entrou David Silva

Substituições Arouca:

63 – Saíram Puche e Lee Hjunju, entraram Pablo e Trezza

71 – Saiu Van Ee, entrou Pedro Santos

87 – Saíram Alex Pinto e Nandín, entraram Esgaio e Barbero

Arbitragem:

José Bessa, Miguel.M, Hugo.S e Rui.L Não há VAR nesta fase da prova.

Disciplina Fafe:

Cartão amarelo a João Oliveira (90+5)

Disciplina Arouca:

Cartão amarelo a Puche (52), Nandín (53), Omar Fayed (61), Popovic (83)

Os onzes iniciais de AD Fafe e FC Arouca

Simão Duarte

Foto: Pedro Fontes – FCA

sobre o autor
Simão Duarte
Discurso Direto
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