Investigação Discurso directo: Abuso de autoridade, gritos, discriminação, negligência na Escola Santiago de Piães em Cinfães

Na escola de Santiago de Piães há pais e crianças que relatam casos de abuso de autoridade, gritos, negligencia e discriminação, os alunos não serão todos tratados da mesma maneira. As queixas recaem sempre sobre os mesmos; a Professora Coordenadora e três auxiliares. Vamos dar exemplos, contados pelos alunos e pelos pais, mas antes disso, vamos referir a ultima queixa apresentada por seis mães e que deu origem a um processo disciplinar.

Processo disciplinar estará a ser feito apenas a uma funcionária, mães não concordam

A queixa foi apresentada no dia 24 de Outubro de 2025, contactados mais uma vez pelo Jornal Discurso Directo, o Director do agrupamento escolar limitou-se a informar que o processo disciplinar está na recta final e que as decisões serão comunicadas. As seis mães que apresentaram queixa escrita, foram convocadas para uma reunião no dia 25 de Novembro e estão preocupadas porque tudo indica que o processo disciplinar está a ser feito apenas a uma funcionária enquanto os pais referem situações praticadas por varias pessoas e não fizeram queixa de uma pessoa em particular. Com receio que o assunto seja arrumado na escola os pais já fizeram seguir queixa formal para a Inspecção Geral da Educação e para o Ministério da Educação.

Os Pais” têm medo” da Professora Coordenadora que descrevem como manipuladora que faz ameaças e chantagem

Há varias queixas generalizadas sobre a conduta da professora coordenadora, todas apontam no mesmo sentido, manipulação, chantagem e abuso de autoridade “ ela tem uma natureza má e tenta sempre distorcer o que acontece por exemplo; uma vez confrontei-a com uns castigos que ela dava às crianças, num lugar a que chamavam salinha de chá, contaram-me que os meninos entravam com ela e saiam a chorar todos vermelhinhos, o que é que lhes acontecia não sei. Confrontada com isto a professora negou, insisti e expliquei que fui avisada por uma funcionária, pouco tempo depois houve uma reunião com os pais, não para esclarecer ou resolver que tipos de castigos estavam a ser dados na tal salinha mas para saber quem tinha sido a funcionária a falar com os pais, foi horrível”.

Quando falamos com outras mães acabamos por chegar à mesma conclusão “ os pais têm medo dela e as crianças também, a minha filha não diz se vai para o castigo ou não porque tem receio da Coordenadora, diz que não pode contar o que acontece na escola, mas soube pela irmã que ela já esteve na arrecadação escura. Para ter noção dos problemas, digo-lhe que estas funcionárias metem-se em tudo, mesmo naquilo que não são chamadas, dentista, alergologista tudo é questionado por elas, elas é que sabem e assim começa um conflito”. Uma mãe contou-nos que andou dois anos em luta com a escola porque o filho tem uma alergia alimentar, elas diziam que eu é que tinha alergias na cabeça, foi de tal forma que a médica foi à escola e então a Coordenadora aproveitou e pediu uma consulta para ela, isto não é normal “.

Há crianças que não querem almoçar na cantina por causa dos gritos das funcionárias

A hora de almoço é problema, os pais dizem que há tantos gritos e abusos de autoridade que os filhos nem querem lá almoçar “ a minha filha pede-me para vir a casa, tem medo de ir para a cantina “, outra mãe relata situações exageradas e desnecessárias “ eu vi-as a bater com o pau de uma vassoura na mesa da cantina, com tanta força que as crianças até saltavam “.

Além do abuso de autoridade todos os pais são unanimes ao dizer que na escola há discriminação, há crianças que são protegidas e tratadas de forma diferente. A discriminação da parte das empregadas é exemplificada  com o facto de” uns meninos têm a comida desfiada no prato e outros não, uns recebem chocolates e doces e outros não, uns são tratados com carinho e outros não,  depende das prendinhas que recebem e do estatuto dos pais, com os mais importantes elas não querem problemas “.

Nesta escola também há relatos de negligência e falta de profissionalismo

Tudo indica que nesta escola os relacionamentos são efectivamente tóxicos a nível psicológico e não só, há mães que apontam casos de negligência física.

“ A minha filha ficou com um dedo partido por causa de um menino que estava sempre a massacrá-la, atirou-a ao chão e ela teve que ir para o dentista com a boca magoada, tudo isto dentro da escola mas nenhuma empregada impediu que isto acontecesse, se eu desse prendinhas às empregadas se calhar já tomavam conta “.

Outra mãe, cansada de tudo isto avisa que temos que ir mais longe ”isto também é um problema da Camara Municipal que recruta as empregadas, sabemos que são recrutadas por favorecimento e não por mérito ou então vêm do RSI, ou seja pessoas que não têm formação para lidar com crianças. Outra mãe simplifica a falta de supervisão “ elas gostam de estar todas na conversa na sala de professores, dentro da escola ou na sombra de uma árvore, enquanto isso as crianças brincam sem supervisão mas há mais falta de profissionalismo, eu vi uma funcionária a perguntar a um rapaz se o pais estavam divorciados, se já não dormia em casa e se o pai dava dinheiro à mãe, isto não é correcto, não podem fazer isto “.

Não isto não é correcto, uma escola não pode estar dependente do humor de alguns funcionários. O Discurso Directo vai continuar a acompanhar esta situação que não pode ficar esquecida.

sobre o autor
Margarida Ferreirinha Loureiro
Discurso Direto
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