
Aos 24 anos de idade, o futebolista Ricardo Sousa deixou Portimão e o Portimonense, tendo-se mudado para o Norte do país para dar continuidade à sua carreira ao representar o Vianense, equipa que milita no Campeonato de Portugal. Em entrevista ao jornal Alto Minho, o arouquense efetuou uma retrospetiva de todo o percurso até ao presente, bem como os motivos que o levaram a mudar-se para Viana do Castelo e quais as perspetivas de futuro.
Os primeiros toques na bola foram precisamente em terras de Santa Mafalda, pelo Centro Juvenil, “depois de pedir muito à minha mãe (risos)”, começou por confessar. Ainda no seu percurso de formação, passou pelo Feirense e pelo FC Arouca, tendo feito parte do plantel principal dos Lobos de Arouca na época 2018/19, na qual concluiu esse processo. Ricardo Sousa não chegou a efetuar qualquer minuto pela equipa principal, a qual, nessa temporada, caiu da Segunda Liga para o CP.
Na temporada 2019/20, mudou-se para Famalicão, onde figurou nos sub-23. Na época seguinte, efetuou uma época completa como sénior pelo Vitória de Sernache, do CP. Seguiu-se o Portimonense, clube que representou durante grande parte da sua carreira até ao presente: durante quatro temporadas consecutivas, esteve ligado aos sub-23, apesar de treinar na equipa principal. Estreou-se na Primeira Liga a 19 de agosto de 2023, numa receção dos alvinegros ao Boavista. “Concretizei o meu objetivo principal, que era estrear-me na I Liga”, apontou. Apesar de treinar com a equipa principal, era pelos sub-23 que somava encontros e, na temporada passada, fez um único jogo pela principal: “Treinava na equipa principal, mas jogava com os sub-23. Depois, não sei o que aconteceu, mas não surgiram mais oportunidades e, no ano passado, só fiz um jogo e foi precisamente aqui, contra o Vianense – ganhámos 3-1 e eliminámos o Vianense”.
Desse duelo contra a equipa de Viana de Castelo, Ricardo recordou uma situação curiosa: “Deixei a minha camisola desse jogo aqui. A Filomena pediu ao Tigas, que estava a jogar cá, e ele falou comigo, porque sabia que eu não ia recusar oferecer a camisola”. O verão do corrente ano foi difícil para o jogador, pois ficou sem clube, mas, em boa hora, surgiu a proposta do Vianense. “Este foi um mercado complicado porque estava sem clube depois de acabar contrato com o Portimonense. Fiquei entusiasmado com o convite do Vianense, porque já conhecia algumas pessoas daqui, e fiquei até feliz e aliviado com o convite. Foi ouro sobre azul”, confidenciou, apontando de seguida que tem sido bem integrado: “Tenho sido muito bem recebido por todos. Arranjaram-me uma casa e sinto-me em casa com eles. Claro que isso me ajuda nesta integração. Além disso, temos um grupo muito bom, humilde e trabalhador, e isso tornou as coisas mais fáceis”.
No que diz respeito ao futuro, Ricardo já se encontra a trabalhar no mesmo, não só dentro do campo, mas também fora do mesmo. Enquanto de manhã treina, à tarde dedica parte do seu tempo a tirar o curso de treinador: “Já não me vejo a fazer nada fora de futebol. É a minha paixão desde criança”. Como jogador, classifica-se como um distribuidor de jogo, “um médio defensivo que gosta de trabalhar em campo e que nunca vira a cara à luta. Gosto também de construir jogo, mas sobretudo gosto de simplificá-lo, jogando a dois ou três toques”.
Na temporada 2025/26, Ricardo Sousa participou em 9 encontros do Vianense, tendo já feito o gosto ao pé, ao assinar um dos golos do triunfo frente ao Valenciano, para a Taça de Portugal. Partilha balneário com André Salvador, médio que passou pelo FC Arouca na temporada 2019/20 (21 jogos e 3 golos).

André Salvador passou pelos arouquenses na temporada em que militavam no Campeonato de Portugal
Simão Duarte
Fonte: Alto Minho
Foto: Vianense

O envio da nossa newsletter é semanal.
Garantimos que nunca enviaremos publicidade ou spam para o seu e-mail.
Pode desinscrever-se a qualquer momento através do link de desinscrição na parte inferior de cada e-mail.