
Após o triunfo conquistado aguerridamente por 1-2 na Choupana, Vasco Seabra, treinador do FC Arouca, que atingiu a marca dos 150 como treinador na Liga, salientou o espírito da equipa, que foi a chave para desbloquear o encontro e conquistar um resultado favorável.
Estas foram as palavras do técnico na flash-interview logo após o apito final:
“É um triunfo especial porque é de equipa. Uma alma muito grande, um espírito gigante que esta equipa tem, este espírito de grupo é motivo de orgulho. Temos uma ligação muito grande, todos a torcer, os que ficaram no continente.
Foi um jogo difícil, contra um adversário difícil e bem treinado. Aproveitar para dar os parabéns ao Tiago (Margarido) pelo trabalho que tem vindo a fazer, é um treinador que admiro. Tudo isso valoriza ainda mais a nossa vitória. Vínhamos de um jogo onde não tínhamos estado bem, admitimo-lo. Naturalmente, isso cria alguma ansiedade à equipa, mas, com este espírito, temos sempre capacidade para irmos atrás.
O Nacional entra melhor no jogo, tem o lance do penálti, a seguir mantém-se mais estável no jogo, mas a melhor oportunidade da 1ª parte é nossa, com o Dylan (Nandín) completamente isolado perante o Lucas França.
Na 2ª parte, estivemos muito mais equilibrados e estáveis. Acabamos por ter a bola na trave (remate de Dylan Nandín, ao minuto 57), que podia ter desbloqueado o jogo a nosso favor, para passarmos para a frente e que nos daria também outro tipo de tranquilidade. Não o fizemos, o Nacional passa para a frente e, mais uma vez, revelamos o espírito de equipa e de conquista que temos. Às vezes, na luta, no sacrifício, na paixão, mas com lucidez daquilo que fazemos”.
“O Barbero entrou bem, tem vindo a crescer, posso confidenciar que tive uma conversa com ele, após o treino, a explicar-lhe o crescimento que estava a sentir da parte dele. Entrada muito forte dele, do Pablo, do Puche, do Espen Van Ee, que faz a estreia e o golo, o Brian (Mansilla) também. Cinco jogadores que entraram com muito espírito, não interessa se entram 7 minutos ou 70.
Valorizamos muito o espírito coletivo e também posso confidenciar que a resposta do Barbero foi: “Mister, percebo tudo, o mister é justo comigo”. Na energia que tem, chegue e o tempo que entra, entra com energia muito grande para ajudar.
Feliz por ele, mas essencialmente muito feliz pela equipa, pelas sensações que levamos daqui. Quebramos um ciclo, pois não vencíamos desde a 1ª jornada. O que queremos agora é dar sequência ao que temos vindo a fazer.
Ao intervalo, o que foi dito foi essencialmente acalmá-los um pouco. A equipa estava um bocadinho ansiosa, tivemos momentos nas últimas semanas em que não conseguimos segurar resultados. Foi só equilibra-los um pouco, mostrá-los o que são como equipa e como jogadores individualmente. Felizmente correu bem, agora é desfrutar”.
“Sim, é uma marca muito boa. Fico muito feliz, porque é uma marca já de muitos anos de Liga. Faz-me ficar um bocadinho mais velho, já se nota aqui algumas marcas (risos), mas essencialmente com uma ambição muito grande de continuar a fazer, a fazer bem e muito ligado aos meus jogadores. Eles são o essencial e este orgulho de, nestes 150 jogos, ter treinado muitos jogadores com muita qualidade, é o que me engrandece enquanto treinador”.
Texto e Foto: Simão Duarte

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