
A sexta jornada da Liga Portugal ditou uma deslocação do FC Arouca à Madeira para defrontar o Nacional. Um duelo onde os arouquenses, após a derrota caseira diante do Casa Pia (0-2), vão procurar certamente aparecer de “rosto lavado” e com a proatividade necessária para a luta pelos três pontos.
O histórico de confrontos é animador e pende maioritariamente a favor dos arouquenses: em 13 duelos entre as duas equipas para todas as competições, seis destes terminaram com triunfo dos Lobos de Arouca, com outros cinco a terminarem empatados e apenas dois com vitória do emblema alvinegro. Se olharmos apenas para os jogos disputados na Choupana, o empate é rei: foram três nos seis jogos, com outros dois a terminarem com vitória arouquense e apenas um triunfo insular.
Na conferência de imprensa de antevisão ao duelo, Vasco Seabra, que fez anos poucos dias antes da mesma, efetuou a análise ao adversário, “sacudiu” qualquer pressão que pudesse existir e analisou o momento defensivo da equipa arouquense. Estas foram algumas das questões colocadas ao técnico:
“A prenda que eu mais quero é mesmo a nossa entrega e jogarmos à Arouca. Sermos Arouca naquilo que tem sido também o nosso padrão habitual desde a nossa chegada, uma equipa confiante, consistente, capaz de competir e ser altamente ambiciosa.
Sabendo que vamos defrontar um adversário muito difícil, que no seu campo é muito difícil. Ainda não conquistou pontos este ano (em casa), mas também devido às incidências dos jogos, ter jogado contra o Sporting, na 1ª jornada também não corresponde assim tanto às incidências do jogo.
Adversário difícil, que compete sempre, tem várias alternativas em termos de jogo, de sistema, de como aborda o jogo. Essencialmente, sermos equipa como somos habitualmente, tirando os primeiros 45 minutos do jogo com o Casa Pia, que nos têm de servir de elan e motivação para aquilo que a gente realmente quer ser e quer fazer”.
“Se a gente começasse a ficar demasiado assustados porque à quinta jornada temos 5 pontos, já fizemos uma deslocação a Alvalade e a Guimarães, temos duas derrotas, uma delas em Alvalade, eu acho que isso é sinal que a gente gosta mesmo de mexer em coisas que me parece que não fazem sentido.
Eu não sinto pressão, a gente foca-se naquilo que a gente controla, o treino o jogo, competir, jogar para ganhar. Temos
Este jogo (Casa Pia) fugiu-nos essencialmente daquilo que é o nosso padrão habitual, e por isso é que ficamos tão chateados, porque sabemos que podemos e devemos fazer mais e esse é o único foco que temos. Próximo jogo, Nacional, quando terminar, a gente há de se preocupar com o que vem para a frente.
Esse momento da ansiedade que muitas pessoas gostam de viver, nós preferimos não o viver, porque no futebol as coisas mudam muito depressa. Preferimos manter-nos no equilíbrio, sabendo que jogamos todos os jogos para ganhar, com muita vontade de o fazer”.
“É óbvio que nós olhamos para os números e não gostamos deles. Desde que eu cheguei, penso que andamos sempre na primeira metade da tabela em termos de golos sofridos. Então, é uma coisa que a nossa equipa é muito estável, muito capaz do ponto de vista defensivo. Naturalmente, quando temos um jogo [com o Sporting] em que sofremos seis golos, claro que isso dispara, principalmente nestes primeiros jogos.
Ficamos sempre com a sensação de que podemos fazer um ajuste aqui e ali. Essencialmente, vamos trabalhando com os jogadores a importância do que temos de fazer para que o anular de oportunidade do adversário seja possível. Aquilo que nós procuramos é que a equipa se sinta estável do ponto de vista defensivo.
Vamos sempre corrigindo, semana após semana, alguns ajustes em alguns gatilhos de pressão, para ficarmos com os timings mais corretos no momento em que saímos à pressão, e nas abordagens. Por exemplo, não me recordo do Casa Pia nos ter batido em construção, foi mais em soluções de bola longa, segunda bola, alguma perda em duelo individual. Nesse tipo de duelos, temos forçosamente de ser mais fortes, combativos, para isso nos traga estabilidade e confiança do ponto de vista defensivo”.
Mateo Flores é a única ausência confirmada para este encontro, para o qual especulam-se algumas mudanças nas escolhas inicias do FC Arouca.

Os onzes prováveis de CD Nacional e FC Arouca
Texto: Simão Duarte
Foto: CD Nacional

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