
Após uma partida bem disputada, em que o FC Arouca venceu (1-2) graças à eficácia no ataque no primeiro tempo e à solidez defensiva da segunda parte, naquela que foi a segunda vitória consecutiva do FCA (a primeira vez que tal acontece desde o início da época).
Note-se também que esta é a melhor fase da época, na medida em que o FCA também está num ciclo de 5 jogos sem perder, e na qual Vasco Seabra já fez o mesmo número de pontos (15, desde a sua chegada) que a equipa tinha feito em toda a primeira volta do campeonato.
Na flash-interview logo após o final do encontro, Vasco Seabra enfatizou a postura dos arouquenses, especialmente após a expulsão de Boris Popovic.
Estas foram as palavras do técnico arouquense na flash-interview:
“A forma como nós entramos foi muito forte, muito agressiva. É difícil jogar na Madeira, aqui tem-no sido para quase todas as equipas que aqui vêm. Sabíamos disso, sabíamos que o Nacional também vinha de uma fase ascendente, crescente, e a verdade é que a equipa (FC Arouca) entrou muito forte, com um espírito muito forte de equipa, uma agressividade alta a conseguirmos condicionar o jogo e a conseguirmos ter transições fortíssimas para acabarmos na baliza.
Penso que o resultado ao intervalo é injusto, perante aquilo que nós produzimos. Tivemos muita produção ofensiva, muito volume ofensivo. Tivemos quase sempre o jogo controlado, uma ou outra situação em jogo mais direto, de roturas, que eventualmente ficamos em igualdade numérica e isso permitiu ao Nacional remates de longe ou situações sem grande finalização com clareza. No computo geral da 1ª parte, penso que fomos melhores e acho que o resultado com diferença de dois golos se ajustava. Acabamos por sofrer num lançamento lateral, mesmo em cima do intervalo.
Na segunda parte, nós voltamos a entrar bem no jogo e depois a expulsão muda o cariz do jogo em termos daquilo que temos que fazer. Como temos vindo a falar à muito tempo, é um grupo fantástico, uma família, trabalhamos muito, lutamos muito, demos muito uns pelos outros e isso permitiu-nos ficar com os 3 pontos do nosso lado.”
“Também fazer, pela primeira vez na época, duas vitórias seguidas. Nos últimos 5 jogos, temos 11 pontos, nos últimos 7 (jogos), temos 14 (pontos). É sinal do nosso crescimento e da nossa confiança. Estamos felizes, mas de pés no chão, porque temos muito para fazer.”
“Eu acredito muito no meu grupo, na minha equipa, nos meus jogadores, na capacidade de sacrifício deles. Treinamos muitas vezes em inferioridade numérica no treino e, portanto, sabíamos que íamos passar dificuldades, mas eles sabem que qualquer jogo é uma montanha russa de emoções sempre. Temos que saber lidar com isso do ponto de vista também emocional.
A equipa manteve-se estável e a verdade é que nós não permitimos oportunidades ao Nacional. Começamos inicialmente a defender em 4x4x1, quando lançamos o Loum já começamos a defender em 5x3x1, principalmente para preenchermos mais o corredor central, porque haviam muitas roturas em espaço lateral-central. Com a linha de 5, conseguimos impedi-las e a equipa manteve-se estabilizada.
Por vezes, por tanto cansaço, não conseguimos sair com um bocadinho mais de critério, porque penso que, mesmo com menos um, se tivéssemos saído com mais critério, poderíamos ter fechado o jogo mais cedo.”
“É mais um adversário no qual fizemos 3 pontos, garantimos confronto direto positivo e é essencialmente pelo espírito de equipa, pela ligação de família que estamos a construir. Eles sentem isso, o grupo, cada vez mais fechado, com ligações muito fortes. Quem não joga, fica satisfeito quando os outros estão a jogar, fica triste porque não joga, mas tem uma ambição muito grande de lutar e competir para poder entrar no onze outra vez. Quem entra, entrando para o lugar que for, o tempo que for, trabalha muito para ajudar a equipa. Este é o espírito que temos que fazer, correr muito. Dedicar também a vitória aos nossos arouquenses e seguirmos, porque temos muito para fazer.”
Recorde-se que o próximo encontro do FC Arouca é contra o Rio Ave, 10º classificado, com apenas mais um ponto (à condição, pois os rioavistas ainda não jogaram no momento de publicação desta notícia) que os arouquenses. O duelo, no Municipal de Arouca, está marcado para as 20h15 da próxima segunda-feira, dia 10 de fevereiro.
Texto: Simão Duarte
Foto: Ana Margarida Alves

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