Manuel Valério ganhou o Prémio Colecionador 2023 da APOM

O prémio foi entregue ao seu filho Manuel Valério Figueiredo, que recebeu felicitações dos presentes “familiares e amigos”, e que falou com o DD relativamente a esta distinção

No passado dia 26 de maio, Manuel Valério foi distinguido com o Prémio Colecionador 2023, atribuído pela APOM – Associação Portuguesa de Museologia. O prémio foi recebido pelo seu filho durante a cerimónia que decorreu no Museu do Ar, em Sintra.

O entrevistado e coproprietário e coordenador científico do Museu das Trilobites ficou a conhecer estes prémios durante o Encontro Internacional de Gestão de Museus e Monumentos que aconteceu no mosteiro de Arouca. Durante este evento, João Neto, Diretor da APOM, visitou o seu Museu. Durante a visita o diretor da APOM falou ao jovem sobre a possibilidade de o Museu ser nomeado, mas, segundo Miguel Figueiredo, a nomeação só foi confirmada três dias antes to evento.

Segundo o jovem coordenador arouquense, receber este prémio “é gratificante”, pois indica que o “sacrifício” pelo qual o seu pai passou é reconhecido”, acrescentando que falar sobre a história do seu pai, no evento em frente a outros museólogos, “foi uma honra”.

Manuel Figueiredo salienta ainda que para o museu que coordena este prémio “é importante principalmente pela visibilidade e reconhecimento que traz à instituição, cujos objetivos e metas, por agora, são “manter viabilidade económica, de forma a que possa estar aberto o ano todo, e a construção de um edifício que apoie e facilite o trabalho científico realizado”.

MVF denotou ainda que desde criança o pai lhe mostrava os fósseis, acreditando que o património geológico de Arouca é bastante rico, “dos granitos da Serra da Freita, da Frecha e das Parideiras que são únicas, até ao Paiva que é ideal para desportos de rio, até às ardósias de Canelas que para além de valor tradicional e cultural, contêm os fosseis únicos que alojamos aqui no museu e que são cientificamente muito importantes”. Não obstante considerou que, não é comum para naturais de Arouca realizarem turismo na região, mas que seria benéfico parra estes tentarem conhecer melhor o património geológico do concelho.

Manuel concluiu que a visibilidade e divulgação dos geossítios deve ser aumentada, e que às famílias naturais do concelho poderiam ser oferecidas visitas e/ou descontos, para promover mais o turismo das pessoas arouquenses dentro da região.

Texto: Nuno Pinto

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Ana Isabel Castro
Discurso Direto
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