O primeiro jogo oficial do Vila Viçosa no seu sintético foi uma receção ao CRC Vale para a Taça PECOL. O grande incêndio em Arouca de 2025 adiou este sonho, sendo que o Parque de Jogos de Vila Viçosa foi o último pelado de Terras de Santa Mafalda.
A partida não começou de feição para os alvinegros que, mesmo tendo coragem e predisposição para atacar, revelaram algumas fragilidades defensivas. Principalmente em transição, onde os visitantes conseguiram muitas situações de superioridade numérica.
Com naturalidade e muito espaço, o Vale adiantou-se no marcador ao minuto 19, por Pedro Pinho. Uma vantagem que durou pouco tempo, pois, no mesmo lance, David Ribeiro obrigou o guardião adversário a uma grande defesa, mas o ataque do Vila foi derrubado na grande área. Bruno Santos foi imprudente, conforme a repetição comprova.
Na cobrança, Jorge Soares não vacilou e bateu à moda clássica. Bola para um lado, guarda-redes para o outro, sendo o autor do primeiro golo oficial do novo sintético.
O empate a uma bola durou muito pouco, já que, no lance imediatamente a seguir, o Vale voltou a marcar, aos 26’, por Bruno Batista.
Daí em diante, o Vila carregou e conseguiu fazer o 2-2, novamente por Jorge Soares. Um pontapé potente à entrada da área, sem chances de defesa. E ainda podiam ter feito o 3-2, quando o guarda-redes do Vale se atrapalhou todo e, sem saber bem como, conseguiu aliviar o esférico.
Ao intervalo, o resultado ajustava-se ao que havia acontecido dentro de campo.
No arranque da segunda metade, o Vale fez o 2-3, por Diogo Rocha, logo aos 48’. Um golo que levou o Vila a correr atrás do resultado durante toda a segunda parte. A bola parada principalmente, mas também alguns ataques rápidos, foram as principais armas de uma equipa cujo jogo passou sempre pelos pés de Jorge Soares, agora mais descaído para a direita.
As ameaças foram subindo de tom e o Vila foi criando cada vez mais perigo. Sentia-se que era só uma questão de tempo até o golo surgir. Mas a expulsão de Galhões, depois de um desentendimento com um adversário, dificultou a tarefa, sem a impossibilitar. A adversidade, exagerada pela equipa de arbitragem, viu-se que não ia abalar o Vila.
E, em cima do minuto 90, Jorge Soares cruzou e Ricardo Teixeira apareceu para a emenda, fazendo o 3-3. Estreia a marcar do jovem arouquense no futebol sénior, depois de concluir a sua formação no FC Arouca.
E já no período de compensação, Jorge Soares saiu-se com isto. Uma obra de arte para o 4-3 final, confirmando a reviravolta e a vitória suada, mas merecida, do CCR Vila Viçosa.
A passagem para a próxima fase da Taça pode até ser praticamente impossível, mas o Vila mereceu este triunfo caseiro, o primeiro na estreia oficial do sintético.
Onze inicial CCR Vila Viçosa: Gonçalo Sousa (GR), Rui Ribeiro, Vasco Silva, Gil, Galhões, Alex, Fábio Jesus, Jorge Soares, Ricardo Teixeira, Rui Moreira e David Ribeiro.
Suplentes CCR Vila Viçosa: Kiko Mendes e Fábio Ramos (GR), João Moreira, Diogo Monteiro, Bruno Fonseca, Gui Rodrigues, António Tavares e César Duarte.
Substituições Vila Viçosa:
54 – Saíram Fábio Jesus e Gil, entraram Diogo Monteiro e Gui Rodrigues
64- Saiu Rui Ribeiro, entrou João Moreira
81 – Saiu David Ribeiro, entrou César Duarte
Disciplina Vila Viçosa:
Cartão amarelo a Fábio Jesus (10) e Rui Ribeiro (57). Vermelho direto a Galhões (77) e Fábio Ramos (90+4).
Simão Duarte

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