
Depois de um primeiro tempo difícil e exigente, os arouquenses entraram na segunda parte e, capitalizando a expulsão de Debast, superiorizaram-se ao Sporting, tendo
Em relação ao último encontro, Vasco Seabra só fez uma alteração. Pablo, que estava em dúvida, não integrou a ficha de jogo e Mateo, tal como na receção ao Santa Clara, foi o escolhido para ocupar esse posto.
Desde o início que a ideia de jogo do Sporting se identificou com clareza. Primeiramente, foram os longos passes de Debast e Inácio, para os corredores ou para as costas da defensiva, procurando encontrar Suarez. Depois, foram as combinações nas faixas, onde Irankunda deu muito trabalho a Esgaio.
Seguiram-se também as descidas no terreno de Suárez, que arrastaram a marcação arouquense. Aliado a isto, Zalazar recebeu sempre a bola de frente para a baliza arouquense e Doumbia teve liberdade para progredir.
Tudo isto foi mexendo o bloco arouquense e arrastando as marcações, abrindo espaços. E, ao minuto 3, Inácio apareceu sozinho entre Barbero e Esgaio na sequência de um canto, tendo cabeceado para o 1-0. Arruabarrena ainda tocou na bola, não evitou que esta entrasse e também não ficou muito bem na fotografia. Dez minutos depois, Maxi apareceu isolado na cara do golo, mas o chapéu a Arruabarrena saiu-lhe muito torto.
O FC Arouca ia tendo bola e capacidade de progredir com ela, ainda que alguns maus passes condenassem ao fracasso as incursões arouquenses. A única chance digna de registo é um forte disparo de Djouahra, hoje em modo soltinho, quando o extremo fez a bola passar rente ao poste direito, ao minuto 14.
Mas, pouco depois, Suárez teve espaço na área para fazer o 2-0, com uma nova finalização certeira, como o avançado vai fazendo esta temporada. Um novo desenho dos da casa que abriu espaços no bloco arouquense e explorou-os.
Ainda assim, os arouquenses deram muita luta e, ao intervalo, sentia-se que bastava corrigir pequenos erros para as coisas correrem melhor.
No arranque das hostilidades, Arruabarrena esteve bem em nova bola parada dos leões, afastando a bola. Isto num FC Arouca em que Vasco Seabra tirou um apagado Mateo Flores para lançar a jogo o irreverente Rukavina, que esteve bem na estreia. Aos 54’, Debast rasteirou-o violentamente e foi para a rua.
Desse momento em diante, o Sporting recuou linhas, fortificou a muralha defensiva com o possante Andersen e apenas defendeu o resultado. O FC Arouca foi tendo bola, esteve várias vezes no meio-campo adversário, mas não conseguiu ter via aberta para criar perigo, pois todos os caminhos estavam bem fechadinhos.
Barbero, aos 68, teve a primeira chance do segundo tempo, tendo cabeceado cruzado para uma boa defesa de Rui Silva. Esgaio, aos 71, desviou um cruzamento, mas não o fez com muita força e o guardião adversário amarrou a bola com facilidade. Os arouquenses, com a entrada de Mansilla também, fizeram combinações nas faixas e procuraram colocar a bola na área leonina.
Aos 78’, o árbitro foi chamado ao VAR, dado que Eduardo Quaresma rasteirou Barbero por trás e, depois de ver as imagens, assinalou grande penalidade. Surpreendentemente, foi Fontán a cobrá-la e a convertê-la aos 81’. Agora, de forma concreta, o FC Arouca reentrava na discussão pelo resultado.
Logo após o golo, a equipa arouquense teve ainda mais confiança e Javi Sánchez que o diga, quando, aos 83, atirou com força de longe para encaixe de Rui Silva. Aos 86, Barbero recebeu, rodou e disparou, com a bola a passar ligeiramente por cima da barra. E Vasco Seabra, para a reta final, arriscou tudo e lançou a jogo Mayulu e Nandín, tirando Javi Sánchez.
Uma aposta mais que acertada por parte do técnico, já que, ao minuto 88, Pedro Santos cruzou para o coração da área, onde Nandín, nas costas de E.Quaresma, disparou de pé esquerdo, fazendo o 2-2. Um golo merecidamente conquistado pelos arouquenses, especialmente por todo o trabalho no 2º tempo do encontro.
Até ao apito final, o habitual bola vai e bola vem, mas mais ninguém criou uma chance de enorme perigo.
Com este ponto, o FC Arouca parte para a pausa, para já, mantendo o 5º lugar, tendo agora 11 pontos. No regresso, os arouquenses vão receber o Estrela da Amadora, adversário direto dos arouquenses na luta pelos lugares cimeiros.
Tempo de compensação: 2 minutos na 1ª parte, 7 na 2ª
Suplentes Sporting:
Kaique (GR) Vagiannidis, E.Quaresma, R.Dias (DF) Andersen, P.Lima, J.Simões (MD) Luis.G, Ioannidis, R.Nel, Derry, Flávio.G (AT)
Suplentes Arouca:
Vinarcik, Martim.D (GR), D.Monteiro, Mario.C, Rachid (DF) P.Santos, (MD), Mayulu, Mansilla, Nandín, Sihoo, Rukavina (AT)
Ficaram de fora Puche, Pablo (lesão), Lee (Seleção)
Substituições Sporting:
57 – Saiu Irankunda, entrou E.Quaresma
66 – Saiu Zalazar, entrou Andersen
86 – Saíram Suarez e Doumbia, entraram Ioannidis e P.Lima
Substituições Arouca:
Intervalo – Saiu Mateo, entrou Rukavina
59 – Saiu van Ee, entrou P.Santos
69 – Saiu Trezza, entrou Mansilla
86 – Saíram Barbero e Javi.S, entraram Nandín e Mayulu
Arbitragem:
David Silva, Carlos.C, Nélson.C e José.B. No VAR, Hélder Malheiro e Rui.C
Disciplina Sporting:
Cartão amarelo a Suárez (61), E.Quaresma (80) . Vermelho direto a Debast (54).
Disciplina Arouca:
Cartão amarelo a van Ee (36), Javi.S (44), Fontán (50), P.Santos (61)

Os onzes iniciais de Sporting CP e FC Arouca
Simão Duarte
Foto: Pedro Fontes – FCA

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