
No Quartel dos Bombeiros Voluntários de Arouca, a Presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, bem como Bruno Silva, 2.º comandante sub-regional do Cávado, efetuaram um ponto de situação do incêndio. Ainda não está completamente resolvido, mas as notícias já são mais positivas: o incêndio já entrou em fase de resolução, devido ao esforço dos bombeiros, que contaram com uma ajuda das condições climatéricas mais favoráveis.
No terreno, de acordo com a Proteção Civil, estão 576 operacionais, 193 meios terrestres e 2 meios aéreos.
«Temos o incêndio mais ou menos controlado, temos os pontos que são preocupação, mas as condições e a humidade durante a noite permitiram que hoje, fruto do trabalho excelente dos operacionais que estão no terreno, e durante o dia das forças aéreas, dos meios aéreos, foi possível hoje de manhã estarmos mais serenos com o incêndio já, digamos, controlado.», começou por dizer Margarida Belém.
«Ontem (quarta-feira, dia 19 de agosto de 2026) durante a noite estiveram as condições mais favoráveis para que hoje pudéssemos estar nesta situação, mas é importante reforçar aqui a competência, o trabalho, a dedicação com que os operacionais trabalharam nestas condições. É muito difícil e nós temos que agradecer aos Bombeiros, mas a todas as forças, inclusivamente à GNR, ao ICNF, às Forças Especiais da Autoridade. Todos fizeram um trabalho excelente, destacando os nossos bombeiros voluntários de Arouca», concluiu.
Bruno Silva, 2.º comandante sub-regional do Cávado, começou por declarar que «todo o efetivo vai se manter durante o dia, com o apoio de meios aéreos, porque temos uma adversidade, que é a orografia do terreno, mas com isso, como dizia a senhora Presidente, aquilo que foi o trabalho que vem sendo realizado ao longo dos dias permitiu-nos durante a noite conseguir chegar a este momento, que é o incêndio dominado, mas ainda não completamente resolvido». «Estamos com todo o efetivo empenhado e não podemos baixar a guarda, porque o objetivo é manter vigilância máxima e operações de trabalho, que também se vão manter durante o dia», explicou também.
Este referiu também as exigências da orografia arouquense: «A orografia leva a que a movimentação dos meios terrestres seja muito lenta, por isso temos o perímetro com todos os meios dispersos pelo teatro de operações, mas temos sempre esse problema, que é a lentidão com que nos movimentamos, mas o objetivo é estar perto das zonas de maior preocupação e, como dizia, ainda temos muito trabalho pela frente durante o dia»
Simão Duarte
Foto: RTP

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