Vice-presidente Cláudia Oliveira, acerca da inclusão de Arouca na Rede Nacional do Património Cultural Imaterial da UNESCO: «O nosso canto polifónico feminino merece»

No final do espetáculo de Miguel Gameiro e da Banda Musical de Arouca nos «Sons da Praça», o Discurso Directo efetuou uma brevíssima entrevista à vice-presidente Cláudia Oliveira, a propósito do espetáculo e também do anúncio, dias antes, de que a candidatura do Município de Arouca para integrar a Rede Nacional do Património Cultural Imaterial da UNESCO foi aceite.

Discurso Directo (DD): O quão mais especial se tornou este concerto e toda a questão da nossa cultura musical pelo facto de recentemente ter existido a notícia de que o Município de Arouca foi aceite na Rede Nacional de Património Cultural Imaterial da UNESCO?

Cláudia Oliveira (CO): «A inclusão na Rede Nacional tem a ver com o nosso projeto «Botar Cantas» e com o trabalho que o Município tem vindo a fazer na preservação do canto polifónico feminino, do nosso canto a vozes feminino».

«Nós temos dito publicamente, a intenção do Município, juntamente com outros municípios e com a Associação Fala de Mulheres, inscrever este património na UNESCO, porque achamos que o nosso canto polifónico feminino o merece, assim como foi feito o processo com o cante alentejano. É um trabalho que temos de vir a fazer em conjunto com outros municípios que também têm esta expressão cultural».

«Esta inclusão na rede nacional vem daí, deste trabalho que fazemos, do levantamento deste património, do trabalho na sua preservação e da sua promoção. Nós só o preservamos se conseguimos passar a novas gerações, para que ele não termine com as pessoas que ainda têm este reservatório cultural nelas, que são um reservatório vivo desta identidade. Claro que isto mostra uma matriz também do Conselho de Arouca ligado à música e à musicalidade como fator de união e por isso é que, em 2012, houve a intenção de criar este concerto para celebrar a união de todos em volta da nossa Praça que se voltava a abrir ao público».

«Aquilo que o Miguel Gameiro disse, Arouca sempre acreditou e foi fazendo, que é a música é um fator de união e nós vimos isto aqui hoje, a música foi efetivamente um fator de união e toda a gente cantou e vibrou e eu acho que o artista convidado para o Sons da Praça de 2026 foi uma excelente escolha, mas também vai daqui com o coração cheio e a saber o que é Arouca e o que são os arouquenses depois desta participação incrível».

Simão Duarte

Foto Arquivo: Carlos Pinho

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Discurso Direto
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