Maestro Ivo Silva, da Banda Musical de Arouca, sobre o medley de homenagem a Augusto Correia e António Garrido: «São pessoas que são muito queridas à banda e também ao povo da Arouca»

No final da edição de 2026 dos «Sons da Praça», o Discurso Directo esteve à conversa com o maestro da Banda Musical de Arouca (BMA), Ivo Silva. Para além de falarmos do espetáculo propriamente dito e do “desafio” que o cantor Miguel Gameiro lhe deu a meio do espetáculo, quisemos também falar da homenagem prestada aos senhores Augusto Correia e António Garrido, feita através do medley «Reia&Rido», que abriu o espetáculo. Augusto Correia e António Garrido são os dois elementos com maior longevidade na BMA.

Discurso Directo (DD): Como foi, para a BMA, trabalhar com Miguel Gameiro?

Ivo Silva (IS): «Antes de mais também agradecemos estarem presentes e divulgarem as nossas atividades e passarem a palavra do nosso trabalho. O concerto foi incrível! As pessoas senti que aderiram muito bem a tudo o que o Miguel (Gameiro) solicitou. O Miguel (Gameiro) teve uma energia inalcançável desde o início do concerto até ao final e penso que as pessoas deixaram-se entrar na nossa bolha de magia e fez-se magia hoje»

DD: A dada altura, Miguel Gameiro desafiou-o a cantar um bocadinho. Porventura, poderá um dia o maestro juntar-se ao Simão Oliveira e à Mariana Fernandes e também cantar um pouco?

IS: «(Risos) Não, de todo! Nós temos na nossa formação musical o canto, mas não sou cantor de todo e faria uma má interpretação do hino, por isso, mais vale ficar onde eu estou, a dirigi-lo e a tentar com que quem o toca e quem o canta expresse toda a tradição e cultura que existe em Arouca».

DD: Para terminar, gostaria que nos falasse do medley de abertura, de homenagem ao sr. Correia e ao sr. Garrido. Fale-nos um bocadinho de ambos e desta homenagem.

IS: «É uma das obras do nosso CD do Bicentenário, que foi um marco importante, tanto para nós como acho que para toda a cultura filarmónica, porque foi uma gravação de originais só para a banda, de compositores portugueses, algo que, que eu saiba, ainda não se teria feito em Portugal».

«E depois quisemos acima de tudo, para além de ser uma gravação de CD’s só com originais de compositores portugueses, quisemos incluir a tradição de Arouca nesse CD e tudo o que representa Arouca. Começamos com a Raça Arouquesa, temos o Ecos do Mosteiro que é uma sinfonia, passamos pelo Cancioneiro que é uma fantasia popular, e estes dois senhores, o senhor Correia e o senhor Garrido, também fazem parte da cultura arouquense, porque deram muito da sua vida, eu não vou dizer horas, eu atrevo-me a dizer anos de dedicação, a uma instituição da qual eles ainda fazem parte e parecem os meninos que começaram e o gosto e a entrega e o sentido de responsabilidade também. Acho que me fez também, enquanto diretor artístico, reservar um cantinho para eles nesta nossa homenagem».

«Primeiro a Portugal, depois a Arouca e também à Banda Musical de Arouca, na pessoa do senhor Correia e do senhor Garrido. São pessoas que são muito queridas à banda e penso que também, pelo que ficou demonstrado hoje, também são muito queridos ao povo da Arouca».

Simão Duarte

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Discurso Direto
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