
A UNESCO aceitou a candidatura do Município de Arouca para integrar a Rede Nacional do Património Cultural Imaterial, distinção engrandecedora dos elementos culturais de cada localidade. O Município destacou o «trabalho contínuo que a autarquia tem desenvolvido na proteção do seu Património Cultural Imaterial (PCI) e das suas expressões identitárias mais profundas».
No caso arouquense, o Município apontou «o Canto a Vozes de Mulheres, tradicionalmente conhecido em Arouca como “Botar Cantas”». Para além de já constar no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, há agora o objetivo de obter «o seu reconhecimento como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO».
«O desígnio do Município passa por promover a revitalização do Cancioneiro de Arouca a partir das memórias preciosas que ainda subsistem nas nossas comunidades locais, honrando o saber das nossas mulheres e garantindo que esta matriz cultural única continua ativa e dinâmica no território», referiu Margarida Belém, aos meios de comunicação do Município, conforme divulgado em nota de imprensa.
Por fim, o Município quis destacar igualmente o projeto «Vozes da Terra» como o «grande motor operacional desta estratégia de salvaguarda», apontando para os seus 4 eixos:
1 – «Oficinas de Canto a Vozes, que descentralizam a prática pelas várias freguesias»
2 – «Encontros Municipais de Canto a Vozes, que celebram e unem os grupos locais»
3 – «”Botar Cantas na Escola”, que leva esta arte vocal para dentro das salas de aula»
4 – «Realização de um concerto comunitário e intergeracional que conferirá uma renovada visibilidade pública ao canto popular polifónico, afirmando-o como um verdadeiro ícone da cultura popular do nosso território»
Simão Duarte
Foto: Soraia Martins – CMA

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