PS pede esclarecimentos sobre meios do INEM em Arouca e Governo nega redução

Os deputados do Partido Socialista eleitos pelo círculo de Aveiro questionaram a ministra da Saúde sobre o impacto que a reorganização do Sistema Integrado de Emergência Médica poderá ter nos meios de socorro disponíveis em Arouca.

Os parlamentares querem saber que alterações estão previstas para o concelho e exigem garantias de que a reforma não irá reduzir a capacidade de resposta, o número de meios disponíveis ou aumentar os tempos de chegada às ocorrências.

Arouca é um dos sete concelhos do distrito incluídos no pedido de esclarecimentos dirigido ao Governo, juntamente com Aveiro, Águeda, Anadia, Espinho, Oliveira de Azeméis e Ovar.

A iniciativa surge na sequência da aprovação da nova Lei Orgânica do Instituto Nacional de Emergência Médica e das informações tornadas públicas sobre uma eventual reafetação de ambulâncias e a conversão de Ambulâncias de Suporte Imediato de Vida em viaturas ligeiras.

Além de quererem conhecer a fundamentação técnica das alterações, os deputados socialistas perguntam à ministra da Saúde que mecanismos de acompanhamento e monitorização serão adotados para avaliar o impacto da reorganização no distrito.

Para o PS, é necessário esclarecer de forma objetiva as consequências das mudanças e garantir que a população de Arouca continuará a beneficiar de uma resposta de emergência pré-hospitalar adequada.

A nova orgânica do INEM, publicada a 16 de julho, prevê um reforço da articulação com as Unidades Locais de Saúde na gestão e operacionalização dos meios, com o objetivo declarado de melhorar a coordenação e tornar mais eficiente a utilização dos recursos.

Governo nega redução de meios

O Ministério da Saúde rejeitou, na segunda-feira, 27 de julho, que a reorganização em curso implique uma redução do número de ambulâncias ou o desmantelamento do sistema de emergência médica.

Segundo a tutela, as alterações pretendem reforçar a capacidade operacional do INEM e tornar a resposta mais rápida, eficaz e segura.

Também o presidente do instituto, Luís Mendes Cabral, classificou como “falsa” e “irresponsável” a afirmação de que o país ficará com menos meios. O responsável explicou que algumas ambulâncias já não se encontravam operacionais devido à falta de recursos humanos e defendeu que a instalação de meios junto das Unidades Locais de Saúde e dos hospitais permitirá melhorar as condições dos profissionais.

Fonte : PS Aveiro

Pedro Gonçalves

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