Arouca entre os concelhos afetados pela redução de meios do INEM

Arouca está entre os sete concelhos do distrito de Aveiro identificados como diretamente afetados pela anunciada redução de meios do Sistema Integrado de Emergência Médica, segundo o Bloco de Esquerda, com base num levantamento do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH).

De acordo com a informação divulgada, está prevista a retirada de mais de uma centena de meios de emergência médica, incluindo a redução de 56 ambulâncias e a conversão de 46 Ambulâncias de Suporte Imediato de Vida em viaturas ligeiras. Parte destes meios deverá ainda passar para as Unidades Locais de Saúde, destinando-se a transferências entre hospitais.

Além de Arouca, o levantamento identifica como afetados os concelhos de Águeda, Anadia, Aveiro, Espinho, Oliveira de Azeméis e Ovar.

A situação levou a Comissão Coordenadora Distrital de Aveiro do Bloco de Esquerda a manifestar solidariedade com os profissionais do setor e a alertar para uma possível diminuição da capacidade de resposta do INEM.

Para o partido, a redução de meios surge numa altura em que a falta de ambulâncias já provoca atrasos na assistência às populações, podendo agravar os tempos de resposta em situações de emergência.

O Bloco de Esquerda apela, por isso, à Câmara Municipal de Arouca e às restantes autarquias dos concelhos abrangidos para que se pronunciem publicamente contra a medida e exijam ao Governo e à administração do INEM a sua reversão.

A estrutura distrital considera que os municípios, por conhecerem de perto as necessidades dos respetivos territórios, devem assumir uma posição na defesa da capacidade de resposta dos serviços de emergência.

O partido critica ainda a abertura do setor aos privados e defende que o Governo deve reforçar os meios do INEM, em vez de reduzir a capacidade do serviço público de emergência médica.

INEM rejeita redução da capacidade de resposta

O INEM já tinha rejeitado, no domingo, 26 de julho, que estivesse em causa a retirada de uma centena de ambulâncias, o desmantelamento do dispositivo de emergência médica ou uma diminuição da capacidade de resposta às populações.

Segundo o instituto, o objetivo das alterações é reforçar a articulação entre a emergência pré-hospitalar e os cuidados hospitalares, mantendo todos os meios integrados no Sistema Integrado de Emergência Médica, sob coordenação nacional do INEM e acionamento pelos Centros de Orientação de Doentes Urgentes.

O INEM admite a eventual transferência da gestão das ambulâncias de emergência médica para as Unidades Locais de Saúde e a transformação das atuais ambulâncias SIV em viaturas ligeiras, mas garante que estas alterações não implicam a eliminação de meios nem prejudicam a capacidade assistencial. A posição contrasta com a interpretação do STEPH e do Bloco de Esquerda, que alertam para uma redução efetiva da capacidade de resposta.

Fonte: Bloco de Esquerda

Pedro Gonçalves

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