
Na zona da Volta da Mata, o Parque do Gaio acolhe, este fim de semana, a 2ª edição do «Festival Forças Vivas», organizado pela União de Freguesias de Arouca e Burgo, em comunhão com inúmeras coletividades e associações, que pretende atrair as famílias a um espaço bastante agradável que terá iniciativas a pensar em todas as faixas etárias.
O Discurso Directo marcou presença no 1º dia deste evento, tendo estado à conversa com Vítor Arouca, presidente do executivo da União de Freguesias de Arouca e Burgo e o principal obreiro do próprio Parque do Gaio que, antes da sua intervenção, encontrava-se abandonado. Ao público presente, dedicou umas breves palavras no início deste 1º dia do festival: «Agradeço a todos os que aceitaram este desafio de, a partir de uma tela em branco, desenhar um festival (…) Serão 3 dias intensos, de cultura, de gastronomia, de boa disposição e de natureza.»
Este 1º dia deste festival arrancou com a abertura de uma exposição fotográfica, a qual contou com 3 registos fotográficos diferentes. Óscar Valério, arouquense, apresentou-nos «Onde a Água Demora», um conjunto de fotografias que registou na ribeira de Moldes. «São todas fotografias lentas, feitas em velocidade baixa, para permitir fazer cortinas, congelar a água. Esta exposição vai ser numa publicação de um livro em que vou ser coautor com mais fotógrafos», explicou aos presentes.
Jorge Pedro, natural de Lourosa (tem uma casa em Cabreiros, na União de Freguesias de Cabreiros e Albergaria da Serra), trouxe «Um Olhar na Serra da Freita», confessando-se como «um curioso da fotografia», paixão que cultivou depois de se reformar. Tem um enorme gosto por paisagens, especialmente as que a Serra da Freita proporciona. «O silêncio da Serra, por vezes, é-nos ensurdecedor para a alma. O seu silêncio transmite-nos muitas mensagens, em que hoje vemos uma coisa e amanhã outra. Todas as vezes que venho à Serra vejo coisas diferentes.»
Há ainda uma 3ª exposição de fotografias, da autoria do arouquense Avelino Vieira, que escolheu algumas das suas fotografias de natureza. «O contacto frequente com a riqueza natural de Arouca despertou em mim um interesse crescente pela biodiversidade e pela importância de a conhecer, valorizar e preservar. (…) Algumas das fotografias que apresento resultaram de longas horas de espera, estudo sobre os hábitos da fauna local, outras de encontros inesperados, mas todas têm em comum o profundo respeito pelos seres vivos e pelos seus habitats», escreveu, no flyer que acompanha cada uma das exposições. Ele que não pôde estar presente, por motivos profissionais.
Como já referimos anteriormente, estivemos à conversa com Vítor Arouca, presidente do executivo da União de Freguesias de Arouca e Burgo e o principal obreiro do próprio Parque do Gaio, que nos falou deste evento e do parque em si. Em relação ao ano passado, o Parque conta agora com casas de banho e uma churrasqueira comunitária. Estão nos planos para este espaço uma nova escadaria, para que o acesso possa ser feito também de baixo para cima (e não apenas de cima para baixo, como agora se verifica), um parque canino e ainda equipamentos de desportos radicais (uma pequena parede de escalada, por exemplo).
«Nós tínhamos aqui duas opções, ou mantínhamos isto conforme estava e eventualmente podíamos fazer uma limpeza ocasionalmente, só para garantir a segurança das habitações que estão aqui contiguas, ou então dávamos-lhe aqui alguma utilidade. Idealizei um espaço que seja utilizado, que todos podem usufruir e acabamos por também respeitar a vontade do Padre Joaquim (doador do terreno), que, de alguma forma, estamos aqui a homenagear», começou por referir Vítor Arouca, sobre o terreno em si.
Quanto ao festival, que vai na 2ª edição, segue a mesma linha de pensamento que foi usada para o espaço físico, o Parque do Gaio: «O parque foi idealizado para as famílias, para os mais velhos terem um momento de sossego, um momento de refeição, um momento de descanso. E para os mais novos poderem brincar, se calhar recordar algumas brincadeiras, as escondidinhas, as caçadinhas, afastá-los um bocadinho dos ecrãs. O formato do festival também é um pouco isso, é para a família.»
Por fim, quando questionado sobre projetos em mente para a União de Freguesias, apontou as diferentes necessidades de Arouca e Burgo, por exemplo, no abastecimento de água e saneamento, abordando o «caso complexo» no lugar de Povos (Burgo) e ainda as limpezas das ruas e a manutenção do pavimento de algumas estradas.
Conheça aqui a restante programação deste festival:
Sábado, 11 de julho
16h00: Peddy Paper, pela Associação de Melhoramentos da Senhora da Mó
16h00: Workshop de Macramé, pela Associação A4 – Acolher, Aceitar, Agir e Adaptar
18h30: Forró (Música ao Vivo), pela Banda Musical de Arouca
21h30: A Tua Cara Não me é Estranha, pela Academia de Música de Arouca e o TEA – Teatro Experimental de Arouca
23h30: After Hour (Música ao Vivo), pelos Caio Medice
Domingo, 12 de julho
9h00: Volta a Arouca em BTT (Rota das Aldeias Vivas), pela Sportarc – Sport Clube de Arouca
9h00: Caminhada, pela ADOA – Associação de Doentes Oncológicos de Arouca
10h00: Espaço Kids, com insufláveis, jogos e pinturas faciais
15h00: Animação, pela ASARC – Academia Sénior de Arouca
19h30: Sunset de Fados, com os fadistas António Brandão e Carla Cortez, Miguel Silva na guitarra portuguesa e Domingos Silva na viola
Simão Duarte

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