FC Arouca inicia hoje uma sequência complicada, que arranca com uma ida ao líder FC Porto

Num horário invulgar para um encontro como este (18h45 de sexta-feira, dia 27 de fevereiro), o FC Arouca protagonizará o primeiro encontro da jornada 24 da Liga Portugal, com uma deslocação ao líder FC Porto que, apesar de registar recentemente uma dificuldade crescente em triunfar, certo é que vai continuando a vencer e na liderança da tabela classificativa, com uma distância de 4 pontos para o vice Sporting.

Dado o momento crescente de forma dos arouquenses, apesar das ausências de peso, é legítimo o pensamento de que os Lobos de Arouca poderão ir ao Dragão roubar pontos. O FC Arouca tem o 7º melhor ataque da Liga, tem sido dos melhores ataques desta segunda volta do campeonato e marcam consecutivamente há 8 jogos (16 golos marcados, o dobro do número de jogos, nestes encontros). Além disso, recentemente, os arouquenses estiveram a segundos de empatar em casa com o Sporting.

O histórico de confrontos está totalmente do lado dos azuis e brancos, que venceram 14 dos 17 encontros disputados para a Liga. Ainda assim, há 3 exceções, 2 delas conquistadas precisamente no Estádio do Dragão: um empate a uma bola, registado na época 23/24 (jogo marcado pela polémica falta de imagens do VAR) e um triunfo dos Lobos de Arouca, conquistado há 10 anos, em 2016.

De fora do jogo, como já referimos antecipadamente, está uma mão cheia de jogadores. O capitão Tiago Esgaio viu o 9º amarelo, Espen van Ee viu o 5º e Lee Hyunju foi expulso frente ao Nacional, por acumulação de amarelos: o trio junta-se aos lesionados Pedro Santos e Mateo Flores, que continuarão de fora por algumas semanas.

Este encontro será o início de uma sequência exigente para os arouquenses, que, depois da deslocação ao Dragão, têm duelos marcados contra Famalicão, Benfica, Moreirense, Estoril e Braga.

Vasco Seabra: “Temos esse respeito, mas não representa medo, representa vontade de competir”

Na conferência de antevisão ao encontro, o treinador do FC Arouca, Vasco Seabra, fez uma análise exaustiva ao adversário, tanto animicamente como taticamente e ao seu momento de forma, apontando igualmente os pormenores e pormaiores relacionados com o FC Arouca. Estas foram algumas das questões colocadas ao técnico:

  • Momento recente do FC Arouca e as 3 ausências por castigo

“É importante reconhecer que são baixas importantes, não vamos estar a fugir à questão, mas nós confiamos no grupo, no plantel. Temos segurança naqueles que vão entrar, que vão ter a sua oportunidade também para competirem. Sabendo que vamos ter um adversário extraordinariamente difícil, que perdeu creio que 7 pontos em 23 jornadas. É o reflexo daquilo que tem como ambição para o jogo de amanhã. Sabemos que é um jogo muito difícil, na casa do 1º classificado. Temos esse respeito.

Mas esse respeito não representa medo, representa vontade de competir. Os resultados positivos que temos vindo a ter representam a segurança e a consistência que a equipa tem vindo a demonstrar. Sentimos que esse trabalho diário, de dia a dia, da forma como a equipa tem vindo a competir, crescer e maturar-se dentro do próprio jogo, para poder ter um controle maior e também uma capacidade de enfrentar as adversidades de forma mais forte, leva-nos para uma confiança grande de que vamos ter esse respeito pelo adversário, mas jogando com essa identidade que nos caracteriza, sabendo que vamos ter momentos de dificuldade, mas que nesses momentos queremos agarrar-nos uns aos outros e, obviamente, provocarmos também dificuldades no adversário, porque também é sempre esse o objetivo.”

  • Desafios que o Porto coloca taticamente e vice-versa

“O Porto é uma equipa que tem um jogo posicional muito rígido, muito fechado também, com movimentos muito padrão e, obviamente, é uma equipa que convida-nos a toda a hora estar a tentar saltar à pressão e, ao mesmo tempo, se nós não saltarmos, tem um jogo de profundidade também muito forte, muito agressivo. É uma equipa que pede muito na frente, com movimentos dos interiores muito fortes, bolas a entrar por fora pelos extremos, com ruturas constantes dos laterais em espaço lateral-central, coloca muita gente, depois, para poder romper nas costas. Cada vez que há passos atrasados, tem também vontade de procurar aproveitar as costas, porque nos tenta fazer subir a linha para, depois, aproveitar as costas. Quer-nos atrair dentro para poder jogar. É uma equipa que também tem muito jogo interior, portanto, sabendo dessas coisas, nós sabemos e tentamos competir nelas.

Tentamos que a nossa equipa seja capaz de ser agressiva, compacta, não conceder esses mesmos espaços, sabendo que é um adversário que procura isso e, depois, ao mesmo tempo, defensivamente, é uma equipa que procura amassar, marcar quase de forma individual para não permitir que o adversário tenha momentos de bola e, depois, forte na bola parada, como temos vindo a assistir. Uma equipa que marca tudo muito rápido, seja livres, seja lançamentos, seja cantos, portanto, é uma equipa que é poderosa e que nós temos essa ambição de a defrontar e de mostrar que temos a capacidade para competir com eles.”

  • Ter de recorrer a 2 médios com menos ritmo de jogo poderá afetar o equilíbrio da equipa?

“Nós acreditamos que a equipa valerá sempre pelo seu todo e, tal como referi há pouco, é natural que 3 jogadores que tenham tido muitos minutos na nossa equipa façam falta, isso é evidente. De qualquer das formas, a confiança que temos no restante grupo, dá-nos também essa confiança de queremos olhar para o jogo, definir um 11 que, na nossa ótica, são os melhores que podem entrar no jogo, sabendo também que queremos ter oportunidades no banco para que esses jogadores que eventualmente não tenham tantos minutos e possam eventualmente quebrar num ou outro momento, tenham capacidade de ser substituídos por novos jogadores e, portanto, não perdermos gás e não perdermos intensidade, ritmo, exigência.

Valorizar aquilo que vai ser a nossa dimensão coletiva no jogo, a forma como conseguimos os 11 jogadores que estão dentro do jogo competirem, fecharem espaço e trabalharem coletivamente para diminuir essas diferenças e, obviamente, quando algum der o berro, ter outros com uma vontade muito grande também de competir e de ajudar a equipa.”

  • Diogo Monteiro está preparado para ser lateral direito?

“O Diogo está preparado, o José Silva está preparado, o próprio Matías também está preparado. Portanto, temos alternativas, confiamos muito nos três, confiamos nos restantes jogadores do plantel, no Yellu, no Pablo, jogadores que têm jogado menos e que vão ter, com certeza, minutos para este jogo. Confiamos neles e acreditamos que eles vão fazer um bom jogo.”

Onzes prováveis de FC Porto e FC Arouca

Simão Duarte

Foto: FC Porto

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Simão Duarte
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