
Pelas 18h00 deste sábado, último dia de janeiro, o FC Arouca vai defrontar o Rio Ave em Vila do Conde, um encontro que se espera positivo da parte arouquense, não só pelo crescimento evidente da equipa, mas também pelo momento de forma do adversário (os vilacondenses perderam os últimos dois jogos e sofrem golos há 12 jogos consecutivos). Separadas por apenas 3 pontos, um triunfo dos arouquenses leva-os a subir até ao 12º lugar (dependendo, claro está, dos resultados de outros encontros).
O histórico de confrontos fica pautado pelo equilíbrio, com 7 triunfos para cada lado e 6 empate. Porém, se olharmos apenas para os jogos referentes à Primeira Liga, os vilacondenses passam a ter vantagem, com 6 vitórias, 6 empates e 3 triunfos arouquenses. Os Lobos de Arouca não vencem o Rio Ave há 5 confrontos, tendo a última vitória sido no arranque da época 2023/24.
Matías Rocha, por castigo, e Pedro Santos, por lesão, são ausências confirmadas para o encontro, sendo que Dylan Nandín e Bas Kuipers mantém-se em dúvida até à hora do jogo.
Na conferência de antevisão ao duelo, Vasco Seabra, treinador dos arouquenses, efetuou a sua análise ao adversário, abordou o crescimento exibicional da equipa como um todo nos jogos e também individual, nos treinos, levando a uma competição interna ainda maior. Estas foram algumas das questões colocadas ao técnico.
“Jogo num campo sempre muito complicado. O Rio Ave vem de uma derrota difícil, portanto vai querer também dar uma resposta a isso que aconteceu.
Nós temos vindo a fazer bons jogos, temos também conseguido pontos, mas, no último jogo, por exemplo, fizemos um excelente jogo, mas fugiu-nos no último minuto, porque podíamos ter feito através do Puche e não fizemos e acabamos por perder o jogo. Acabamos por terminar o jogo sem pontos, queremos ir atrás desses pontos e temos de ter uma atitude competitiva muito alta num campo tradicionalmente difícil.
Condições climatéricas sempre que mexem muito também com aquilo que é a exigência do jogo, porque havendo vento, chuva, naquele campo é sempre muito complicado prever aquilo que pode acontecer.
A verdade é que o Rio Ave tem boa equipa, tem bons jogadores, criou-nos muitas dificuldades no jogo da primeira volta, portanto é uma equipa que nós temos que respeitar muito, sabendo da confiança que também trazemos, daquilo que tem vindo a ser o crescimento da nossa equipa, porque tem demonstrado crescimento ao nível da estabilidade, da capacidade com bola e também da capacidade sem ela.
Temos que passar isso para jogo, para no final se traduzir em pontos, porque é uma coisa que nós procuramos, sentindo que temos todas as condições para disputar o jogo, sermos competitivos. Sendo um bom jogo, temos capacidade para o vencer”.
“Eu concordo que provavelmente foi o nosso jogo mais completo, em termos de duração também do próprio jogo. Creio que nós, desde o primeiro minuto contra o Sporting até o último, em que acabamos por sofrer o golo no último meio minuto do jogo, nós estávamos a competir.
A equipa, por exemplo, nesse último minuto estava toda a voltar para trás, com uma dimensão de equipa muito grande, e acabamos por sofrer o golo, mérito do Sporting, naturalmente demérito nosso, porque uma coisa equivale à outra, mas sentimos que foi um jogo completo da nossa equipa, tanto do ponto de vista defensivo como do ponto de vista ofensivo.
De qualquer das formas, obviamente há sempre coisas a melhorar e a desenvolver. Sinto também que, por exemplo, em Tondela, nós fizemos um excelente jogo, principalmente até aos 55, 60 minutos, tendo em conta a primeira parte, acho que foi muitíssimo boa, aquilo que tudo que produzimos e acabamos por chegar ao intervalo a perder por 2-1. Naquilo que é o processo, nós sentíamos já bastante evolução da equipa, o jogo com o Alverca, que também foi um jogo bastante capaz da nossa equipa. No Santa Clara, menos bem com bola, mas bastante bem do ponto de vista defensivo.
Acabamos por ir demonstrando e dando sinais desse mesmo crescimento. Nas Aves, creio que principalmente a primeira parte foi bastante boa, apesar de estarmos também a jogar com mais um, mas creio que foi bastante boa. E concordo que, na segunda, um bocadinho mais ansiosos, essa tremideira, pelo facto de queremos muito vencer o jogo. Creio que neste jogo a equipa demonstrou essa capacidade, portanto, aquilo que é a palavra de ordem neste momento é essa consistência. Darmos consistência àquilo que fizemos, sabendo que aquilo que fizemos tem que ser o nosso patamar de exigência, querendo fazer melhor. Portanto, queremos fazer igual, mas melhor um bocadinho.
E essa é a nossa exigência para este jogo, sabendo que vamos ter um adversário que vai dar-nos muito trabalho, que nós temos que enfrentar com toda a convicção e ambição que temos, porque será um bom adversário e que nós, só estando a esse nível um bocadinho melhor, vamos poder ter capacidade para lutar pelos três pontos”.
“Eu acho que há sempre um conjunto de coisas que acontecem que podem provocar e podem promover que as coisas possam acontecer de determinada forma. É inegável que, se fomos ao mercado, sentimos que tínhamos uma necessidade de que poderíamos fazer crescer a equipa em termos de competitividade e daquilo que são as características individuais de cada jogador, que podem aportar depois à equipa um determinado desempenho e performance.
Estar a dizer que isso não tem influência acho que era estar a querer pôr as mãos à frente dos olhos, desnecessariamente. É verdade que a experiência do Javi, do Nacho, o crescimento natural do Matias, do Barbero, é claro que tem influência naquilo que foi a melhoria também da equipa no seu geral. É inegável.
Isso, ao mesmo tempo, traduz que todos tiveram também que crescer o nível interno, porque a competitividade interna aumenta e todos temos que aumentar um pouco mais o nosso nível interno, para que possamos acompanhar toda essa evolução da equipa. Isso traduz depois a capacidade de, em jogo, também estarmos mais preparados, porque treinamos de uma forma mais competitiva internamente. Aquilo que nós sentimos é que eles foram importantes na chegada, também pela energia que trouxeram e pela forma como também têm o desempenho deles, e, ao mesmo tempo, o desempenho interno de quem cá ficou que é realmente muito salutar e de valorizar.
Eu posso-lhe dar um exemplo que não tem nada a ver com os jogadores que falaram, mas, por exemplo, o Pablo não está a jogar início. E é um jogador que tem um potencial gigante, que tem muita qualidade, que neste momento não está a jogar. Mas isso faz com que, por exemplo, o Lee, que é da mesma posição, tenha que andar num registro realmente muito alto para conseguir impedir que o Pablo, neste momento, lhe roube o lugar ou que não tenha roubado o lugar nas últimas jornadas.
E isso faz com que o Pablo depois já compita não só nessa posição, mas noutras posições porque internamente provoca essa mesma evolução. E essa é a confiança que nós temos na nossa equipa, nos nossos jogadores e que a entrada desses jogadores também trouxe para que nós nos sintamos mais confiantes e que, naturalmente, o processo também possa ter outro tipo de expressão”.

Onzes prováveis de Rio Ave e FC Arouca
Simão Duarte
Foto: Rio Ave

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