Câmara de Arouca: seis anos e meio de mandato e 117 milhões de euros gastos e não há obra marcante que se veja

A apresentação, discussão e votação dos Documentos de Prestação de Contas da Câmara Municipal de Arouca, relativas ao ano 2023, que mereceu por fundamentadas e objetivas razões, o voto contra dos autarcas do PSD na Câmara e na Assembleia Municipal, serviu também de base para um breve, mas assertivo, balanço dos anos de gestão da Presidente da Câmara, Margarida Belém. Ao fim deste ciclo, é evidente que os socialistas falharam, clamorosamente, e com isso colocam em causa o desenvolvimento do concelho.

Como foi referido, na sessão da Assembleia Municipal do passada dia 30, pela voz da bancada do PSD, Margarida Belém “teve ao seu dispor, ao longo destes últimos seis anos e meio, mais de 117 milhões de euros, sem se ver nenhuma obra marcante, nenhuma obra estruturante a ser lançada, nem uma pequena ou grande avenida, nem um auditório municipal, nem um pavilhão multiusos, nada; zero!”, tendo a bancada colocado, legitimante, uma pergunta: “onde é que gastou tanto dinheiro?”.

É reprovável, como foi sublinhado nessa mesma sessão, que a edil arouquense gaste quase tudo em despesas correntes e muito pouco em investimento, sobretudo em investimento reprodutivo. No último ano “as despesas correntes representam cerca de 75% do Orçamento (gastos a pagar salários e na aquisição de bens e serviços), num aumento significativo e demonstrativo da péssima gestão, que vimos a denunciar desde que Margarida Belém assumiu os destinos da Câmara Municipal. Isto quando as boas práticas de gestão dizem que esse valor nunca deve ultrapassar os 50%.”. A este propósito foi referenciada a evolução dos últimos anos: 66% em 2018, 57% em 2019, 60% em 2020, 67% em 2021, 70% em 2022 e, como já referido, 75% em 2023. O PSD acusa a presidente de desmesuradamente gastar recursos “em festas e festinhas, para o «Facebook» e para «inglês ver», isto quando Arouca perde um habitante a cada dois dias, com os nossos jovens a saírem para estudar e nunca mais voltar…Sem habitação para todos e com as vias de saída de Arouca com os mesmos traçados de há mais de 50 anos”.

Estas foram as razões (entre muitas outras) para que, mais uma vez, fosse sublinhado, que “a Câmara de Arouca mais parece um misto de sociedade recreativa com o de uma empresa de publicidade”.

Na oportunidade, o PSD lamenta que a Presidente da Câmara, na referida sessão da Assembleia, em diferentes momentos, mas com especial incidência aquando do debate do relatório de contas, se demitisse da sua responsabilidade, não sendo capaz de responder às inúmeras questões que lhe foram colocadas, de esclarecer os assuntos essenciais, numa prática recorrente a que não será alheia uma intrínseca incapacidade técnica e política.

Por fim, não deixa de ser irónico ver o executivo socialista usar os meios autárquicos para difundir a sua narrativa de que as contas estão boas, ocultando o essencial: o investimento projectado no Orçamento já era pouco mas mesmo esse pouco, ficou longe de ser executado.

De facto, sem fazer obra, é fácil ter-se “boa saúde financeira”.

Arouca, 17 de maio de 2024.

A Comissão Política do PSD Arouca

sobre o autor
Ana Isabel Castro
Discurso Direto
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