Autarcas do interior da AMP criticam carta de risco de incêndio Florestal

Arouca, Paredes, Gondomar e Valongo, ou seja, os municípios do interior da Área Metropolitana do Porto contestaram a carta de Perigosidade e Risco de Incêndio Florestal. Os mesmo consideram que o documento da Agência de Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), “foi criada num gabinete em Lisboa e não teve em conta as condicionantes de cada um dos territórios.”

Segundo o presidente da Câmara de Gondomar, este organismo deveria ser extinto pois “na prática, não está a funcionar.”

“A prioridade das autarquias é a proteção de pessoas e bens, mas no caso particular do município de Arouca a implementação desta carta faz com que passemos de uma carta de 40% de perigosidade alta e muito alta para 81% do território”, salientou Margarida, iniciando a onda de críticas que surgiram na reunião do Conselho Metropolitano do Porto, no passado dia 29 de abril.

Com Arouca em alerta laranja ou vermelho, toda a capacidade económica gerada pelo turismo de floresta e natureza, (setores dos quais depende a economia do concelho) é parada. A autarca salientou para os restantes autarcas da AMP, “temos 87% de território com floresta e, em caso de risco de incêndio, quando houver alerta laranja e vermelho, o nosso território pára. Arouca terá de parar, de fechar a 516 [considerada a maior ponte pedonal suspensa do Mundo], os Passadiços do Paiva e todo o território de montanha. Há a necessidade de rever esta carta de risco de incêndio, integrando critérios a uma escala municipal e não a uma escala nacional como foi feita. Temos de trabalhar de forma integrada até porque a autarquia não foi auscultada na elaboração da carta.

Marco Martins, autarca de Gondomar, afirmou que a AGIF se encontra a planear escalas muito diferentes daquelas que são a necessidade local dos territórios. Com o intuito de depois serem enviados à Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), todos os representantes dos Municípios da AMP decidiram enviar considerações por escrito, para apreciação na próxima reunião do Conselho Metropolitano.

Marco Martins adiantou ainda que todos os anos existem problemas operacionais com a AGIF, de modo que a sua própria existência deve ser reponderada, para o autarca. Não faz sentido haver ANPC, ICNF e outra entidade que, apesar das boas intenções, não está a funcionar”.  

Foto: MA

sobre o autor
Ana Isabel Castro
Discurso Direto
Partilhe este artigo
Comentários
Relacionados
Newsletter

Fique Sempre Informado!

Subscreva a nossa newsletter e receba notificações de novas publicações.

O envio da nossa newsletter é semanal.
Garantimos que nunca enviaremos publicidade ou spam para o seu e-mail.
Pode desinscrever-se a qualquer momento através do link de desinscrição na parte inferior de cada e-mail.

Veja também