
Ainda não foi desta que o FC Arouca voltou a conseguir quatro vitórias consecutivas no campeonato, sendo que a desta noite seria mais especial, pois seria a vitória número 100 dos Lobos de Arouca na Liga. Na viagem a Famalicão, o jogo foi bastante frio, como se esperava, e os famalicenses tiveram um golo caído do céu no último suspiro (1-0).
O treinador Vítor Severino não fez quaisquer alterações em relação ao onze que venceu na receção ao Nacional (1-0), mas fez mudanças posicionais. Fukui regressou à sua habitual casa tática, mais recuado, e Mateo Flores subiu no terreno, para as costas de Barbero.
Um jogo de futebol às 20h45 de uma sexta-feira nunca é uma boa escolha, mais ainda quando o encontro se disputou com uma temperatura de apenas 13º, com uma elevada percentagem de humidade e algum vento. Tudo isto foram ingredientes que acabaram por influenciar o encontro: bastante frio, com leves arranques pontuais do vento, e toda a calma do mundo.
Os arouquenses criaram a primeira ocasião de perigo ao minuto 10, quando Mateo atirou forte, mas ao lado. Cinco minutos depois, Roméo Beney começou a mostrar-se ao jogo, ganhou embalo pela direita e atirou ao lado. Aos 20’, Djouahra apanhou Carevic algo adiantado e tentou o chapéu de longe, mas sem sucesso.
Três apontamentos na primeira meia hora de jogo entre duas equipas com boa capacidade de roubarem a bola ao adversário, onde os famalicenses foram crescendo progressivamente, testando a capacidade defensiva dos arouquenses, com Javi Sánchez e Lebedenko a mostrarem-se mais ao jogo, o primeiro com vários alívios dentro da área e o segundo a somar alguns cortes e interceções.
Beney assumiu o protagonismo do crescimento caseiro e efetuou mais dois disparos à entrada da área (40’ e 45’), ambos travados com destreza por Arruabarrena. Mas os arouquenses não deixaram de responder e Djouahra, aos 42’, teve a melhor chance, mas atirou por cima. A bola chegou-lhe aos pulinhos, o que dificultou a finalização.
Uma nota final para um lance, ao minuto 38, onde Pedro Bondo atirou Alfonso Trezza para o relvado ao empurra-lo com o cotovelo pela zona do pescoço. A equipa de arbitragem nem assinalou falta nem deu cartão ao lateral dos da casa.
No início do 2º tempo, o FC Arouca conseguiu um ataque pela direita, no qual Pedro Bondo pisou Trezza na área. Apesar do VAR chamar o árbitro para rever as imagens, Gustavo Correia não assinalou grande penalidade. Joel Pinho foi expulso pelos protestos, mais do que justificados: era penálti, perante o claríssimo pisão.
Um momento que não desmoralizou os arouquenses, também pelas peças que Severino lançou do banco, com a dupla Pablo e Mansilla. O primeiro fez um disparo, aos 61’, que Carevic defendeu com dificuldade. O segundo arrancou pela direita e entrou na área aos 64’, mas foi travado por van Breemen. Djouahra também tentava agitar e, aos 65’, fletiu para dentro e atirou ao lado.
Três lances que atestavam a boa entrada dos arouquenses na segunda metade da partida, com maior controlo, e a conseguirem chegar ao ataque, muito graças à nova estratégia, implementada com maior frequência sob o leme de Vítor Severino, onde Fontán lança bolas longas diretamente para a ponta direita do ataque.
Os famalicenses só assustaram pela primeira vez aos 68’, com uma arrancada de Beney e um cruzamento do mesmo, que Arruabarrena defendeu contra Javi Sánchez e um corte in extremis do central impediu males maiores (tanto um possível autogolo como um possível golo de Koutsias).
A resposta arouquense apareceu à entrada do último quarto de hora, com novo disparo de fora da área por Pablo, para mais uma boa defesa de Carevic. O jogo envolveu-se depois numa série de duelos, com faltas, o que lhe voltou a tirar ritmo. Até Gil Dias inspirar-se e procurar o golo aos 87, com o seu forte disparo a bater com estrondo na barra.
Até que, no último minuto do encontro, Pablo atrapalhou-se por duas vezes e a bola caiu aos pés de Paulo Moreira, que não desperdiçou o lance para fazer o 1-0 final. No último lance, um canto para os arouquenses, onde até Arruabarrena subiu à área, e Nandín subiu mais alto que toda a gente, mas a trave impediu-o de obter o golo do justo empate, que se justificava pelo que aconteceu no encontro.
Neste primeiro desaire da era Vítor Severino, o FC Arouca continua com 20 pontos e no 5º lugar, mas poderá ser ultrapassado esta jornada, caso o Académico pontue.
Agora, há uma viagem a Mafra, para a Taça de Portugal, marcada para as 2h00 da tarde do próximo sábado, dia 14 de novembro.
Tempo de compensação: 6 minutos na 2ª parte
Suplentes Famalicão:
Zlobin (GR) G.Cabral, Juvenal, Léo.R, Vojin.S (DF) Jangeal, P.Moreira, M.Peña (MD) Salas, Aranda, Gil.D, Abubakar (AT)
Suplentes Arouca:
Vinarcik (GR), D.Monteiro, Mario.C, Leo.S, Popovic (DF) Rashid, Lee, Pablo (MD), Mayulu, Mansilla, Nandín, Rukavina (AT)
Ficaram de fora Puche, P.Santos (lesão), Martim.D, Costinha, Park (opção)
Substituições Famalicão:
65 – Saíram P.Santos e Sorriso, entraram P.Moreira e Aranda
74 – Saíram Koutsias e R.Beney, entraram Salas e Gil.D
Substituições Arouca:
56 – Saíram Trezza e Mateo, entraram Mansilla e Pablo
69 – Saiu Barbero, entrou Nandín
77 – Saíram Djouahra e Fukui, entraram Rukavina e Lee
Arbitragem:
Gustavo Correia, André.D, Andreia.S e Guilherme.A. No VAR, Rui Soares e Márcio.A
Disciplina Famalicão:
Cartão amarelo a P.Santos (55), Aranda (77)
Disciplina Arouca:
Cartão amarelo a Javi.S (45), van Ee (85), Fontán (89)

Os onzes iniciais de Famalicão e FC Arouca
Simão Duarte
Foto: Pedro Fontes – FCA

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