
No último duelo desta 3ª eliminatória da Taça de Portugal, o FC Arouca foi ao palco da final da prova, o Estádio Nacional do Jamor, digladiar-se com o Belenenses. Mansilla finalmente associou-se aos golos e esteve próximo de consumar a reviravolta arouquense, não fosse o golo do Belenenses que levou o jogo para prolongamento. Aí, Mayulu fez o 3-4 e confirmou o triunfo e respetiva passagem.
Em relação ao último encontro, o técnico Vítor Severino não fez uma única alteração no onze.
Foram os Azuis do Restelo a entrar melhor na partida, pois não só tinham a bola como pressionavam intensamente a construção de jogo arouquense a ponto de a neutralizarem. Arruabarrena, no primeiro quarto de hora, ainda fez uma defesa de bom nível, em resposta a um cabeceamento de Diogo Leitão aos 7’.
Os arouquenses foram tentando soltar-se das amarras adversárias e, progressivamente, conseguiram-no, especialmente com recurso a passes longos para as extremidades do ataque, onde Djouahra e Trezza conseguiram receber a bola soltos de marcação. Foi precisamente o extremo uruguaio a rubricar os primeiros remates dos arouquenses, aos 12’ e 16’, com o primeiro a bater em Barbero e o segundo a passar ao lado.
Corria o minuto 22 quando Trezza, pela direita, cruzou atrasado para os pés de Barbero, que atirou a contar. Num penálti em andamento, o espanhol chegou ao 6º golo esta temporada. Nota para o grande passe de Pablo a desmarcar Trezza na profundidade.
Daí até ao intervalo, os arouquenses mantiveram o controlo do encontro, e Djouahra ameaçou o 0-2 por mais do que uma vez. Destacou-se o disparo em arco para uma grande defesa de Diego ao minuto 36. Nota ainda para dois remates, de Barbero (37) e Fukui (40), por cima.
Apesar da boa entrada do Belenenses, o resultado ao intervalo era justo, não só porque a equipa de Terras de Santa Mafalda foi a mais ameaçadora, mas principalmente porque esteve mais tempo por cima da partida.
Tal como aconteceu na 1ª parte, e confirmando o contexto deste arranque de época, o Belenenses entrou melhor no 2º tempo. Depois de uma ameaça de David Herrera aos 48’, que balançou as redes por fora, aos 50’, entrou mesmo. Cruzamento venenoso de Diogo Leitão pela esquerda para o coração da área, onde permanecem dúvidas sobre se Cesinha tocou ou não na bola.
Do golo em diante, o jogo esfriou e, mesmo que o Belenenses estivesse ligeiramente por cima, nada conseguiu fazer de ameaçador. Para agitar o jogo, Vítor Severino lançou a jogo três homens duma vez. A partir daí, a partida teve mais arrancadas de parte a parte, mas os arouquenses a registarem um maior ascendente.
E, do nada, capitalizando uma segunda bola sem dono, Bruninho apareceu à entrada da área para fuzilar a baliza de Arruabarrena. Um grande pontapé do extremo, que o guardião ainda tentou defender, mas sem sucesso, à entrada do quarto de hora final. Isto numa fase em que se sentia que faltava uma reação de maior vigor dos arouquenses há largos minutos.
A reação arouquense não se traduziu em chances logo no imediato. Aos 83, Rukavina disparou em arco para defesa mais apertada de Diego. Aos 87, num ataque em que os arouquenses encontraram espaços na frente de ataque, a bola acabou nos pés de Mansilla. Num novo penálti em andamento, como no lance do golo de Barbero, o extremo uruguaio estreou-se a marcar pelos arouquenses.
Aos 90, Mansilla esteve bem perto de marcar um golo olímpico, mas, pouco depois, voltou a abrir o livro, com uma espécie de bicicleta, assinando o 2-3 já no período de compensação.
A poucos segundos do final, um grande pontapé repentino de David Monteiro empatou tudo novamente. No último lance da partida, Pedro Santos, de livre, colocou a bola na área e Mansilla tentou a finalização, mas falhou redondamente a bola. Um justo prolongamento, dados os acontecimentos em campo.
No final de uma primeira parte de prolongamento em que ninguém arriscou, o FC Arouca esteve sempre mais fresco e marcou no último lance, por Mayulu. Estreia a marcar do possante francês, que tocou de raspão na bola e fê-la passar por baixo das pernas de Diego, em resposta a um excelente cruzamento de Nandín.
Na segunda metade, as forças do Belenenses eram ainda menos, mas foi quando os da casa ainda esboçaram uma ou outra reação, sem perigo.
Com este resultado, o FC Arouca avança na Taça e condena o Belenenses à eliminação e à primeira derrota da temporada. Para o FCA, que está a aguardar o sorteio da próxima eliminatória, há agora nova deslocação, a Alverca, pelas 18h00 do próximo sábado, dia 24 de outubro.
Tempo de compensação: 3 minutos na 1ª parte, 4 na 2ª parte. No prolongamento, 1 minuto em cada parte.
Suplentes Belenenses:
G.Oliveira (GR) Bandarra, D.Varela, A.Pinto (DF) D.Maria, A.Valente (MD) J.Oliveira, T.Moninhas, Eduardo.S (AT)
Suplentes Arouca:
Martim.D (GR), D.Monteiro, Mario.C (DF) P.Santos, Mateo (MD), Mayulu, Mansilla, Rukavina (AT)
Ficaram de fora Puche (lesão), Vinarcik, L.Shahar, Popovic, Rachid, Lee, S.Park, Costinha, Nandín (opção)
Substituições Belenenses:
Intervalo – Saiu A.Afonso, entrou D.Maria
84 – Saíram Chamito, D.Herrera e D.Leitão, entraram A.Valente, Eduardo e T.Moninhas
90+2 – Saiu T.Morgado, entrou J.Oliveira
107 – Saiu J.Lucas, entrou Bandarra
Substituições Arouca:
26 – Saiu Trezza, entrou Mansilla
61 – Saíram Fukui, Pablo e Barbero, entraram P.Santos, Rukavina e Mayulu
81 – Saiu Djouahra, entrou Nandín
112 – Saiu Mansilla, entrou Mateo
Arbitragem:
Miguel Nogueira, Paulo.B, Nuno.P e José.R
Disciplina Belenenses:
Cartão amarelo a Chamito (72)
Disciplina Arouca:
Cartão amarelo a P.Santos (72) e Javi.S (116)

Os onzes iniciais de Belenenses e FC Arouca
Simão Duarte
Foto: Pedro Fontes – FCA

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