
Aos 26 anos de idade, o espanhol Jose Manuel Fontán Mondragón prepara-se para a sua 3ª temporada pelos arouquenses, estando em terras de Santa Mafalda desde julho de 2024 e com contrato válido até ao final da próxima época (julho de 2027). Natural de Vilagarcía de Arousa, tem um irmão gémeo, de seu nome Javi Fontán, também ele jogador e defesa (direito, ao contrário do irmão, que é central pela esquerda ou até lateral esquerdo).
Ambos estiveram no podcast «Non Vale Furar», tendo sido entrevistados, numa conversa onde foi feita uma travessia pelo percurso de ambos, nem sempre coincidente, dado que se separaram futebolisticamente a partir da temporada 18/19. O central dos arouquenses apresentou-se com uma luva na mão direita, sinal de que poderá ter contraído uma lesão após o último encontro da época.
Fontán começou por ser questionado sobre como se processou a mudança para terras de Santa Mafalda: «Tinham demonstrado que confiavam em mim, sem nenhum vídeo ou tática. Apostaram forte em mim e eu também gostava da ideia, jogar numa primeira divisão. O objetivo do clube também era claro quando me contrataram, fazer boas temporadas, ajudar o clube e depois vender-me para obter retorno (financeiro)», começou por declarar.
Classificou o FC Arouca como um «clube humilde», situado numa «vila pequena», mas que tem crescido, tendo «aspirações e pode contratar bons jogadores no mercado». Prova disso é a ambição do próprio Fontán, que apontou que «a intenção é tentar ficar numa posição melhor do que ficámos nestas duas temporadas».
Quando chegou a Arouca, foi treinado inicialmente por Gonzalo García, também ele espanhol (com dupla nacionalidade uruguaia). «Muitos jogadores novos e custou ao início. Tudo me encantava, a forma de jogar, mas o certo é que, ao fim, não ganhávamos jogos. Não ganhamos tantos quanto esperávamos. Não estávamos propriamente no fundo da tabela, mas o objetivo não era lutar pela manutenção apenas», confessou. Sente-se feliz em Arouca, mas «com vontade de ver onde consigo chegar», referiu, quando questionado sobre um possível salto para um outro clube.
Sobre a temporada que se concluiu recentemente, começou por referir que acabou tudo bem, mas que não foi assim tão tranquilo: «As expectativas no início da época eram, dado que tínhamos terminado a anterior tão bem, manter o núcleo da equipa unido, fazer algumas contratações e tentar passar o ano inteiro com os olhos postos um pouco mais na parte de cima da tabela. Acho que essas expectativas nos afetaram um pouco. No início, as coisas não correram como queríamos. A primeira metade da época foi muito fraca, mas a segunda metade foi muito boa».
Simão Duarte
Foto: Pedro Fontes – FCA

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