
O adepto de futebol já não pensa noutra coisa: falo, evidentemente, do Mundial nas Américas, que se inicia daqui a poucos dias e perante o qual há uma grande expetativa em relação à performance de Portugal, não só pela natural vontade de vencer a prova, mas também pelo desejo praticamente unânime de ver Cristiano Ronaldo levantar o inédito caneco, naquela que deverá ser a sua última presença nesta prova.
Confesso que não tenho total confiança em Roberto Martínez e, nos jogos a doer, são mais os maus jogos do que os bons de que tenho memória. Ainda assim, existiu a conquista da Liga das Nações pelo meio, que deu algum alento. Mas creio que a convocatória sentirá falta de alguns nomes como Palhinha (Portugal não leva um único médio-defensivo de raiz cujas principais valências sejam os parâmetros defensivos), Mateus Fernandes (numa forma muitíssimo melhor que Samu Costa) e ainda Ricardo Horta, que fez uma época bem melhor que a de Gonçalo Guedes.
Certo é que, na crónica do próximo mês, espero escrever maravilhas sobre a performance nacional neste Mundial algo estranho, pela mudança das dimensões (48 seleções presentes!), por se realizar quase totalmente nos EUA de Trump e, acima de tudo, por afastar os adeptos, não só no “controlo de imigração” mas principalmente pelos custos elevadíssimos para se ver um jogo.
A este propósito, e aproveitando para iniciar a transição para o outro grande tema desta crónica, permitam que vos diga que há um bom número de jogadores dos Lobos de Arouca que já justificavam convocatórias para as suas seleções principais e que não as tiveram, nem para o Mundial, nem para os encontros que o antecederam. Os uruguaios Arruabarrena e Trezza (especialmente o extremo) e o médio nipónico Fukui já justificavam uma primeira internacionalização, e o sul-coreano Lee Hyunju, que se estreou em 2024, fez por merecer um regresso.
Para concluir, e pegando no título desta crónica, o FC Arouca terá duras batalhas nos próximos tempos, pois acredito que sejam alvo de intensa cobiça pelos seus principais ativos. Fukui, Lee, Trezza e Djouahra serão certamente os principais alvos, sendo que o primeiro destes já tem tido abordagens, como relata a imprensa desportiva. Os arouquenses, e bem (confirmando-se as informações veiculadas), tem resistido e apontado para a cláusula de rescisão. Aguardemos pelos próximos capítulos!

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