Biblioteca Municipal de Arouca reabre após obras de requalificação

A Biblioteca Municipal de Arouca reabriu no sábado, 21 de março, após obras de requalificação avaliadas em 428.725,37 euros, numa cerimónia marcada não só pela devolução do equipamento à comunidade, mas também por um novo apelo da Câmara Municipal ao avanço da segunda fase de intervenção no Mosteiro de Santa Maria de Arouca.

A sessão foi presidida pelo secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, e contou ainda com a presença do presidente do Conselho Diretivo da CCDR-Norte, Álvaro Santos, além de membros do Executivo e da Assembleia Municipal, presidentes de junta, representantes de coletividades e outras personalidades do concelho.

Na intervenção de abertura, a presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, sublinhou o simbolismo do momento e o papel que as bibliotecas continuam a ter no território, definindo-as como “um lugar de cultura, de liberdade, de tolerância, de paz e de afeto” e como espaços “onde todos pertencem sem distinção”. A autarca frisou ainda que a reabertura da biblioteca representa mais do que a renovação física do edifício. “Hoje não inauguramos apenas um edifício renovado, reafirmamos o compromisso com a cultura, com o conhecimento, com as pessoas e com o futuro de Arouca”, afirmou.

Instalada na antiga Casa dos Padres, no conjunto monumental do Mosteiro de Santa Maria de Arouca, a Biblioteca Municipal reabre agora com uma imagem renovada, mais funcional e mais apelativa, mas sem perder a identidade que a caracteriza.

Aproveitando a presença do secretário de Estado da Cultura e do presidente do Conselho Diretivo da CCDR-Norte, Margarida Belém voltou a defender a necessidade de avançar com a segunda fase de intervenção no Mosteiro, apontando como prioridades a requalificação do Museu de Arte Sacra, a criação do Museu da História de Arouca e a garantia do respetivo financiamento comunitário.

No discurso, a presidente da Câmara sustentou que o Mosteiro de Santa Maria de Arouca ultrapassa a dimensão local e turística, defendendo tratar-se de um património de relevância nacional que exige continuidade na valorização.

A empreitada agora concluída na biblioteca incluiu a substituição do revestimento da cobertura e dos vãos, a requalificação de paredes interiores e exteriores e a criação de uma nova área para alargamento do espaço destinado ao fundo bibliográfico. Foram ainda executadas melhorias em vários espaços interiores e realizado o reequipamento com estantes, arquivo compacto, mobiliário básico e scanners destinados à digitalização de acervos bibliográficos e arquivísticos do fundo local.

O investimento foi suportado pelo município em cerca de 428 mil euros, com comparticipação de fundos comunitários ao abrigo do PT Norte 2030.

Na cerimónia, Álvaro Santos, presidente do Conselho Diretivo da CCDR-Norte, destacou a importância de investir em equipamentos de proximidade ligados à cultura, ao conhecimento e à qualificação dos territórios, sublinhando o papel das bibliotecas como espaços de liberdade intelectual, encontro entre gerações e construção de pensamento crítico.

A reabertura ficou ainda assinalada por vários momentos culturais protagonizados por coletividades e artistas arouquenses. O programa incluiu apontamentos de teatro, música e poesia pelo Teatro Experimental de Arouca, Grupo Cultural e Recreativo de Rossas, os músicos Óscar Sousa, José Carlos Barbosa e Alfredo Vieira, e os declamadores Eloá Pinho e Adriano Sousa. Foi também inaugurada a mais recente exposição de pintura do arouquense Carlos Belém.

 

Fonte: Município de Arouca

Foto: Carlos Pinho

Pedro Gonçalves

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