
Vítor Arouca tomou posse, no sábado, 21 de março, como presidente da Comissão Política de Secção do PSD de Arouca, numa sessão marcada por apelos à unidade interna, pela definição de prioridades para o mandato e por sinais claros de preparação da alternativa social-democrata para as próximas eleições autárquicas.
A cerimónia, que incluiu também a tomada de posse dos restantes órgãos da secção, contou com intervenções de Óscar Brandão, novo presidente da Mesa da Assembleia de Secção, e de Almiro Moreira, deputado e representante da Distrital de Aveiro, ambos a sublinharem a importância de o partido reforçar a ligação aos militantes, aos autarcas e ao território.
Um dos momentos simbólicos do dia foi a plantação de 16 árvores, numa alusão às 16 freguesias do concelho de Arouca. O gesto foi retomado ao longo das intervenções como imagem de enraizamento, futuro e construção política sustentada.
Na sua intervenção, Óscar Brandão defendeu a necessidade de criar “condições para que haja um trabalho profícuo entre a Comissão Política, os autarcas e os militantes”, sustentando que o PSD local deve afirmar uma identidade própria, construída na proximidade ao terreno e no diálogo com os eleitos. O presidente da Mesa da Assembleia de Secção mostrou-se ainda convicto de que, com esse trabalho, o partido poderá voltar a vencer no concelho.
Já Almiro Moreira assumiu de forma clara a ambição eleitoral da estrutura distrital para Arouca. O deputado social-democrata recordou que o PSD ficou perto da vitória nas últimas autárquicas e considerou que o novo ciclo interno coincide com o fim de um ciclo político no município. “Arouca é uma aposta da Distrital de Aveiro”, afirmou, acrescentando que “as vitórias não se improvisam, plantam-se”, numa referência direta ao simbolismo das árvores plantadas antes da sessão.
Na mesma intervenção, Almiro Moreira deixou também uma mensagem de confiança à nova liderança local, dizendo acreditar que o PSD poderá regressar à presidência da Câmara Municipal em 2029, e garantiu a disponibilidade da Distrital para apoiar a secção arouquense nos planos político, logístico e financeiro.
No discurso de tomada de posse, Vítor Arouca assumiu funções com um tom de compromisso e exigência interna, sublinhando que o facto de ter sido eleito numa lista única representa “um sinal de confiança”, mas também “uma responsabilidade acrescida”. “Quando há unanimidade, não há espaço para desculpas; há apenas espaço para trabalho, dedicação e resultados”, afirmou.
O novo presidente da concelhia apontou depois os principais desafios que, na sua perspetiva, se colocam ao concelho, destacando a fixação de jovens, a mobilidade, o apoio às famílias, a valorização do tecido empresarial e a necessidade de um desenvolvimento equilibrado do território.
Como prioridades para o mandato, Vítor Arouca definiu três eixos: proximidade, preparação e mobilização. No primeiro caso, defendeu “um partido presente nas freguesias, próximo dos militantes e atento às preocupações reais das populações”. No segundo, sustentou que os desafios autárquicos exigem estudo, propostas concretas e equipas preparadas. No terceiro, apelou ao envolvimento de mais jovens, independentes e elementos da sociedade civil na vida partidária.
Ao mesmo tempo, procurou marcar o tom político da nova direção, prometendo uma “oposição firme quando necessário, responsável sempre e construtiva em permanência”. Para Vítor Arouca, o objetivo passa por começar já a construir “uma alternativa sólida e credível para o futuro de Arouca”.
A fechar, o novo líder da concelhia deixou uma mensagem de mobilização interna, considerando que a unidade demonstrada neste arranque “não é um ponto de chegada, mas um ponto de partida”, e assumiu o compromisso de trabalhar para corresponder àquilo que considera ser a expectativa do concelho: “Arouca merece mais.”
Pedro Gonçalves

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