Bruno Duarte, apelidado de Batata, está no banco do FC Arouca para o encontro com o FC Porto

No momento desta publicação, falta sensivelmente uma hora para o arranque do encontro, altura em que foi divulgada a constituição das equipas. Nos arouquenses, não há surpresas no onze, mas sim no banco: apesar da chegada de Fally Mayulu, um reforço sonante e que está inscrito na Liga, o jovem arouquense Bruno Duarte, apelidado de Batata, está no banco de suplentes e poderá ser opção para o encontro. É o primeiro jovem arouquense, há largos anos, que entra numa ficha de jogo de um encontro do FC Arouca na Primeira Liga: o último foi Alex Azevedo, na temporada 2015/16, médio que atualmente se encontra ligado ao CCR Vila Viçosa.

Na edição de dezembro da “Revista Lobos”, a revista digital do FC Arouca, o jovem ponta de lança de 19 anos foi entrevistado, tendo abordado o seu percurso na formação do clube, bem como o seu sonho, que se poderá cumprir neste encontro: “Conseguir ser convocado e, depois, conseguir ter alguns minutos na equipa profissional”. “Sei que não é fácil, pois estamos a falar do patamar mais alto do futebol português, como é a Primeira Liga, mas tenho vindo a trabalhar todos os dias para estar preparado, caso um dia surja essa oportunidade única”, complementou.

Recorde abaixo a transcrição integral da notícia que efetuamos sobre a entrevista do jovem avançado:

Bruno Duarte: “O meu principal objetivo, sonho, passa por conseguir ser convocado e ter alguns minutos na equipa profissional”

Jovem avançado da formação arouquense, que integrou duas pré-épocas dos seniores, tem o sonho de somar minutos em campo

Bruno Duarte, avançado de 19 anos, foi o entrevistado da rubrica “No Futuro”, da mais recente edição da Revista Lobos (dezembro 2025). Conhecido por Batata, um apelido de família que atravessou gerações, a começar pelo seu avô, o jovem arouquense começou por relatar a sua experiência de treinar com a equipa principal do FC Arouca.

“A experiência de fazer a pré-temporada e treinar com regularidade com a equipa sénior foi extremamente enriquecedora. Desde os primeiros dias percebi que o nível de exigência é muito maior, tanto em termos físicos como táticos. Tive a oportunidade de aprender com os jogadores e com os treinadores, observar a forma como se preparam, como comunicam em campo e como lidam com a pressão diária. Ao longo destes meses, fui ganhando confiança e senti que a equipa técnica e os jogadores me ajudaram muito na integração. Tanto a mim como aos meus colegas. Fomos sempre muito bem recebidos. Sinto que esta pré-temporada me tornou um jogador mais maduro, tanto dentro como fora de campo. Estou muito grato pela oportunidade que tenho tido e espero continuar a evoluir para poder retribuir essa confiança da melhor forma possível”, referiu.

Tendo sido um dos que pôde estar ligado tanto aos juniores, da formação, como aos seniores, da equipa principal do FCA, Batata apontou que as principais diferenças entre os dois escalões são a intensidade, a exigência e a responsabilidade: “A intensidade é muito mais alta e não há tanta margem para erro, sendo que nos temos de adaptar. Outra diferença é o nível físico e a competitividade. Os jogadores são mais fortes, mais experientes e sabem gerir melhor os momentos do jogo. Além disso, a componente tática é bastante diferente, visto que na equipa sénior existe uma qualidade técnica muito maior do que a formação e mais incidência na análise de adversários. No fundo, é um nível onde a responsabilidade aumenta. Tive a possibilidade de fazer os jogos de pré-temporada contra equipas profissionais e senti que fui melhorando de jogo para jogo. Essa experiência tornou-me um jogador mais capaz e com recordações que vou levar para a vida”.

Dentro desse crescimento, esta temporada, pelos juniores, é o detentor da braçadeira de capitão. “Ser capitão é uma sensação muito especial. É um orgulho enorme saber que os meus colegas de equipa e a equipa técnica confiam em mim. Ao mesmo tempo, sinto uma responsabilidade extra em ter de dar sempre o exemplo dentro e fora de campo e ajudar a manter o grupo unido. Acima de tudo, é algo que me motiva e faz-me querer trabalhar ainda mais, apoiar os meus colegas e representar este emblema da melhor forma possível”, confidenciou.

O seu grande sonho, que não é uma obsessão, é “conseguir ser convocado e, depois, conseguir ter alguns minutos na equipa profissional”. “Sei que não é fácil, pois estamos a falar do patamar mais alto do futebol português, como é a Primeira Liga, mas tenho vindo a trabalhar todos os dias para estar preparado, caso um dia surja essa oportunidade única”, complementou.

Simão Duarte

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