FC Arouca recebe o SC Braga e procurará terminar com a má fase

Pelas 20h15 desta segunda-feira, vai iniciar-se o duelo entre FC Arouca e SC Braga, o último da corrente jornada 12 da Liga Portugal. Um duelo de máxima exigência para os Lobos de Arouca, não só pelo poderio do adversário, mas principalmente pela má fase recente da equipa arouquense.

A equipa de terras de Santa Mafalda perdeu os últimos quatro encontros, com o último destes a ditar a eliminação na Taça de Portugal. O plano para o encontro desta segunda-feira passará certamente por iniciar a inversão desse ciclo, lutando pela vitória, algo que lhes escapa desde a jornada 6 ou desde a jornada 1, se olharmos apenas para os encontros disputados em casa.

O histórico de confrontos não abona a favor dos arouquenses, já que, nas 19 disputas já efetuadas, 13 delas terminaram com vitória bracarense. Se olharmos apenas para os encontros para a Liga, retiram-se da equação três triunfos destes, mas mantém-se a vantagem: 10 vitórias para o Braga, 4 empates e 2 vitórias para o FC Arouca. Dessas 2 vitórias dos arouquenses, uma delas foi conquistada no Municipal de Arouca.

Vasco Seabra: “Queremos, de forma clara e vincada, demonstrar que não estamos no lugar que queremos nem que desejamos”

Na conferência de imprensa de antevisão à partida, o treinador do FC Arouca, Vasco Seabra, abordou o que espera do jogo e do adversário, confessou que tem faltado consistência à equipa e apontou também que não se encontram no lugar que merecem. Referir também que Mateo Flores é a única ausência confirmada. Estas foram algumas das questões colocadas ao técnico:

  • O que espera do jogo?

“Jogo difícil e importante. Importante porque primeiro é o próximo, depois porque é o momento onde nós queremos, de forma clara e vincada, demonstrar que não estamos no lugar que queremos nem que desejamos e também acreditamos que não estamos no lugar onde o Arouca merece estar e onde o nosso trabalho merece também estar.

Portanto, isso tem que ser acompanhado de resposta, de alto entusiasmo, mas ao mesmo tempo responsabilidade positiva no jogo, de sabermos que vamos enfrentar um fortíssimo adversário que vem provavelmente no seu melhor momento, mas que isso tem que nos dar é o privilégio de enfrentarmos o jogo com essa mesma paixão, também pela bofetada que levamos no último jogo e, portanto, que isso nos sirva também de mote para que nós amanhã entremos com tudo. Sabemos que cada milímetro do campo vai ser um milímetro que nós vamos ter que disputar com o máximo de paixão e de entusiasmo para o ganhar e cada segundo do jogo será um segundo muito valioso para nós. Essa é a demonstração que a gente quer fazer, sabendo que é um adversário com muitas valências, muita qualidade, mas que nós também o somos e que falta-nos passar isso para campo para também trazermos de novo aquilo que é a nossa cultura, a cultura do clube e também a cultura da nossa identidade.”

  • Assumiu o comando técnico do FC Arouca na época passada precisamente antes de uma receção ao Braga, numa altura em que os resultados e exibições também não eram os melhores. Conseguiu dar a volta e levar a equipa a bom porto, onde se destacou por um ciclo de 8 jogos sem perder. Tendo em conta o diagnóstico que a equipa técnica tem efetuado, o que está a faltar para repetir uma sequência idêntica a essa?

“Consistência, no nosso processo e na conquista dos pontos e dos resultados. Podemos tentar fugir à questão, esconder o sol com a peneira, mas todos sabemos que toda a gente cresce com uma sensação de poder quando a vitória é conquistada e quando os pontos são conquistados, porque isso depois acaba por trazer também à exibição um conforto maior para tudo aquilo que fazemos.

Quando vamos pressionar parece que, quando estamos com um bocadinho de receio, parece que não vamos com o mesmo nível de efetividade, quando estamos a ganhar, parece que, quando vamos, acertamos sempre no momento da pressão, ou que a bola, em vez de bater no poste, vai para dentro da baliza, ou que o adversário ganha uma bola no ar e, em vez de entrar na nossa baliza, até vai para fora, e parece que as coisas acabam por fazer um bocadinho a bola de neve.

Nós não queremos permitir que isso fique no ar, é uma fase que há de passar, nós temos que ir atrás, temos que ser nós a fazer acontecer, temos que ser nós a ir lá buscá-las e temos que ser nós a ir a mostrar que as queremos conquistar. Independentemente desse momento que faltou essa consistência, nós sentimos que temos a capacidade e a possibilidade de sermos nós a inverter esse ciclo, e inverter esse ciclo com essa reação, predisposição para tornarmos consistência àquilo que é o nosso trabalho diário, e obviamente aquilo que depois é a nossa paixão pelo jogo, a nossa entrega total e a nossa dinâmica total enquanto equipa.”

  • Este abalo que a equipa vai sentido reflete-se principalmente animicamente. Por exemplo, na 2ª parte do jogo em Fafe, ficou a faltar uma espécie de grito de guerra dentro da equipa para se unirem e lutarem contra a maré.

“Sim, é natural e é exatamente essa a reação que nós queremos ter, precisamente porque temos essa capacidade. Não gostamos de ser alguém que fica abatido com uma negatividade que possa acontecer. Os jogadores também tiveram a mesma sensação e o mesmo sentimento de que não conseguimos juntos reverter esse mesmo momento de uma negatividade que estava a acontecer no jogo e que nós não conseguimos saltar dele.

Aquilo que nós já fizemos em inúmeras ocasiões, e relembro-me, por exemplo, do jogo aqui com o Rio Ave, onde 95% das equipas, depois de terem feito o 2×2, levar o 3×2 no minuto a seguir e ainda conseguirmos ir buscar o 3×3, não é para muitas equipas, portanto está cá dentro, essa reação está dentro de nós, temos essa capacidade. Após um jogo duro com o Casa Pia, fomos a seguir fora e, num campo muito complicado, fomos buscar a vitória. Muito mais do que o jogar bem, teve a ver com um espírito coletivo inacreditável e com essa força interna do grupo, por isso, ela está cá, nós sabemos que ela existe, temos uma confiança total em tudo aquilo que fazemos, por isso, a nossa certeza de que amanhã vamos conseguir dar essa reação e naturalmente vamos manter-nos muito serenos, muito focados e irmos atrás dessa busca da vitória.”

Os onzes prováveis de FC Arouca e SC Braga

Simão Duarte

Foto: Simão Duarte

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Simão Duarte
Discurso Direto
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