
Pelas 18h00 deste sábado, antes do clássico entre Sporting CP e FC Porto, há também um entusiasmante Vitória SC x FC Arouca. Enquanto os Lobos de Arouca partem para este duelo vindos de um empate a 3 bolas frente ao Rio Ave, os vimaranenses regressam a casa após nova derrota frente de portas (2-0 no terreno do vizinho Moreirense).
Se o momento de forma deste arranque de campeonato, bem como a performance dentro de campo das duas equipas, está inclinada para o lado arouquenses (1 V e 2 D para o Vitória SC, 1 V, 1 E e 1 D para o FCA), o histórico de confrontos está inclinado para o lado da equipa da Cidade Berço: nos 18 duelos entre ambas as equipas, metade (9) dos encontros terminou com vitória do Vitória SC, registando-se ainda 6 empates e 3 triunfos do FCA. Curiosamente, essas 3 vitória arouquenses aconteceram todas no Estádio D.Afonso Henriques, o palco do jogo de hoje.
Na conferência de imprensa pré-jogo, Vasco Seabra analisou o adversário, apontando que as várias dinâmicas dos comandados de Luís Pinto (treinador que Vasco Seabra apenas defrontou “no padel”), bem como a falta de resultados positivos no arranque da Liga, são uma combinação que fará com que o jogo seja de exigência elevada. Estas foram algumas das questões colocadas ao técnico dos arouquenses:
“Só no padel, que era companheiro (risos). É um Vitória que, naturalmente, no seu estádio, tem sempre um poderio grande, uma envolvência grande dos adeptos. Um estádio tradicionalmente difícil, mas que, ao mesmo tempo, também é um estádio que nos leva para uma dimensão ambiciosa e que nos faz querer dar continuidade também àquilo que tem sido o nosso crescimento. Conseguimos sair do jogo com três pontos, adversário que vai entrar de certeza absoluta muito forte, intenso, na pressão. Vai provavelmente ser muito agressivo no processo defensivo, como no ofensivo, e nós sabemos que vamos ter de lidar com isso, mantendo o nosso discernimento, estarmos bem ligados ao jogo desde o primeiro segundo.
É altamente motivador podermos chegar à 4ª jornada irmos jogar a Guimarães, contra um Vitória forte e a nossa equipa também muito capaz e com muita vontade de competirmos, que é uma expressão que utilizamos diariamente e que tem vindo a ser cada vez mais interiorizada por todos nós. Competirmos muito forte, contra um adversário difícil.”
“No jogo, estamos preparados para as diferentes possibilidades, para o jogo híbrido da passagem de 5x2x3 para 4x4x2, ou para 3x4x3 depois a atacar. Dependerá sempre muito daquilo que também vão ser as estratégias em função do jogo. Independentemente disso, se vai defender em 5x2x3 ou em 4x4x2 ou se vai atacar com os laterias mais por dentro ou com um lateral mais por dentro e outro mais projetado, serão coisas que a nossa equipa está preparada para poder lidar.
Sabemos é que é um adversário difícil e intenso. Independentemente do momento que tenha, perdeu o jogo em Moreira de Cónegos, mas, principalmente na primeira parte, teve um jogo muito capaz. É uma equipa que chega ao seu estádio e quere provar a si mesma e aos adeptos que têm essa capacidade para competir. Um jogo que nos vai apelar a exigência máxima.”
“Está aberto até segunda, terça-feira, por isso sabemos que é muito provável que haja uma ou outra entrada. Saídas, vai depender das entradas, mas são coisas pontuais, coisas naturais de equilíbrio do plantel. Essencialmente coisas muito pontuais, e a ligação que temos à estrutura e que nos faz permitir ter o plantel e o grupo fechado, para ser competitivo internamente.”
“Claro que a gente gosta sempre de continuar a competir, é um facto que quanto menos paragens temos, mais nos sentimos bem com isso. Esta paragem em específico, como coincide também com o fecho do mercado, o plantel fecha, fica tudo normalizado. Felizmente, estamos a recuperar também os jogadores, começamos a ter o plantel todo mais disponível.
É sempre um momento importante, para que sejam aprimoradas as questões mais táticas, as questões também das relações internas da equipa, e naturalmente o crescente de forma dos jogadores para poderem estar mais nivelados e nos poderem criar essas mesmas dificuldades que falei à pouco, porque é importante para quem inicia o jogo, para quem está no banco, nós sentirmos essa confiança de que, a qualquer momento, podemos introduzir e pode mudar o jogo. Tal como aconteceu na última semana, em que os cinco jogadores que entraram, entraram e acrescentaram valor àquilo que estávamos a fazer em jogo.
Esta paragem em particular parece-me que é vantajosa, não só para nós, mas para quase todas as equipas, que nos permitirá aprimorar aquilo que nós queremos fazer com a equipa.”
Pela primeira vez desde o início da época, Vasco Seabra tem todo o plantel à sua disposição, pois Pablo Gozálbez já recuperou de lesão e está disponível (ainda que seja pouco provável a sua utilização, fruto da recuperação ser recente).

Onzes prováveis de Vitória SC e FC Arouca
Texto: Simão Duarte
Foto: Vitória SC

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