Rua da Vinha do Souto, em Várzea, “está cheia de buracos”

Presidente da Junta e moradores atribuem responsabilidade ao Município de Arouca e exigem “respeito”

 

O DD deslocou-se à freguesia de Várzea, mais precisamente a uma das suas vias mais antigas, Rua da Vinha do Souto, para apurar qual o motivo que levou a que essa estrada se encontre cheia de buracos, e que não esteja alcatroada na totalidade. Esta situação permanece, alegadamente, desde as obras de melhoramento realizadas, em 2017, pelo Município, tendo sido alvo de reparo por fregueses e autarca local. A autarquia de Arouca, todavia, afirma que vai avançar com a “repavimentação” ainda este ano.

 

Humberto Mota, Presidente da Junta, demonstrou ao DD toda a sua indignação por ter batalhado pelo melhoramento dessa estrada “desde a altura de Artur Neves”, e ela acabar por ficar com o aspeto atual. O autarca contextualizou que foi apenas no primeiro mandato de Margarida Belém que a obra de proximidade foi finalmente executada, mas que, logo aí, notou algumas falhas, como o tapete ter uma “espessura” muito fina, e ter sido colocado apenas até meio do percurso.

“Todos nós sabíamos que isto ia rebentar um dia” revelou, notando que é do senso comum que o asfalto não adere bem ao paralelo. O resultado foi que, desde há dois anos a esta parte, a rua se encontra no estado que se pode ver “cheia de buracos”, ou “piscinas”, como caracteriza. Em suma, explica que, para que “o trabalho” ficasse “bem” os paralelos deveriam ter sido “removidos” em todo o percurso, para depois ser “tudo alcatroado”. “Isto foi para tapar os olhos aos fregueses de Várzea”, desabafou.

O autarca garantiu ao DD que vários têm sido os emails que tem enviado para a autarquia a reportar a situação, o último no passado dia 16 de junho, onde questiona o executivo se não são capazes de resolver esta situação “ridícula e vergonhosa”. No mesmo email pergunta se quem está no poder foi eleito para “governar o Concelho de Arouca”, ou apenas “determinadas freguesias”. Paralelamente, inquiriu se “esta obra não é executada por falta de verba orçamental”, indo mais longe, e indagando se a “a Câmara Municipal estará em falência técnica”.

 

“Este tipo de atuação é de uma grande incompetência”

 

Humberto Mota, visualmente consternado, admitiu que este tipo de atuação traduz uma “grande incompetência, falta de respeito e grande falta de carácter profissional”, queixando-se ainda de um tratamento diferente, por parte da Câmara, daquele que recebem outras freguesias.

Momentos depois, o DD recolheu o testemunho de um local, Arlindo Soares, que passa nessa estrada todos os dias, e afirmou que a obra ficou mal feita, reiterando que o piso ficou com pouca espessura, e que os “remendos” tardam em aparecer. Também uma moradora cuja habitação se encontra mesmo ao lado dessa via, Angelina Barbosa, confessou que não fica bem para a freguesia ter um percurso assim “cheio de covas”. “Isto antes eram paralelos depois a câmara veio cá e colocou asfalto por cima, e há questão de dois anos isto começou a levantar tudo”, contextualizou. A idosa acrescentou que também é uma situação que dá “má imagem para a freguesia”, principalmente agora que há muita gente a passar ali devido à Ecovia.  Simultaneamente fez também outro reparo que se liga ao facto de a estrada em questão necessitar de ser alargada, por já terem ocorrido alguns acidentes. “Passam aqui camiões cheios de areia e terra e já me deram cabo do muro umas poucas vezes. Eu não tenho culpa de ter feito aqui a casa”, salienta.

O DD não deixou de entrar em contacto com o Município de Arouca sobre esta situação, que prontamente afirmou que a “repavimentação da Rua da Vinha do Souto, em Várzea”, integra a “empreitada de pavimentação em vários locais do concelho 2024, cuja respetiva adjudicação à empresa Construções Araducta, Ld.ª, foi aprovada por unanimidade em reunião de Câmara de 4 de junho corrente”. Mais acrescentaram que esta obra tem um valor de “aproximadamente 700 mil euros, estando neste momento a decorrer os procedimentos relativos à assinatura do contrato para se poder, na sequência, dar início à execução da mesma.”

  • Reportagem completa na próxima edição impressa 5 de julho nas bancas;

 

Angelina Barbosa

Arlindo Soares

Ponte Pedra Má

Ponte da Pedra Má

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sobre o autor
Ana Isabel Castro
Discurso Direto
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