Entrevista a Ricardo Pina do CDC Macieira de Cambra

Treinador despede-se do clube após dez anos de serviço

Num claro exemplo de dedicação máxima e há dez anos consecutivos a trabalhar no clube, Ricardo Pina, 43 anos e natural de Vale de Cambra, tem desenvolvido um excelente trabalho à frente do CDC Macieira de Cambra.

A paixão pelo futebol cresceu com ele, pois, desde muito cedo que os seus fins-de-semana eram preenchidos a percorrer os campos de futebol da Distrital de Aveiro.

Ao longo da carreira, como jogador, representou clubes como A.D. Valecambrense, F.C. Arouca, G.D. São Roque, F.C. Cesarense e, por último, o C.D.C Macieira de Cambra, onde terminou a carreira.

Dos relvados rapidamente passou para o banco e, depois de duas épocas à frente dos Benjamins, está há oito anos ininterruptos a dirigir os Seniores.

Após findo mais um campeonato da 1ª Divisão – Zona Sul, da AFA, o Macieira de Cambra terminou a época no 8º posto e o Discurso Directo falou um pouco com o treinador.  

1.       Como avalia a época 22/23, os objectivos colocados pela direção foram alcançados?

R: A época 2022/23 acabou por ser positiva porque conseguimos estabilizar o clube na 1ª divisão distrital da AFA. Depois da subida de divisão há 2 anos, e de na época anterior conseguirmos a manutenção com algumas dificuldades, era importante fazer uma boa temporada este ano, sem sobressaltos, para podermos consolidar o clube nesta divisão.

Os objetivos da direção foram no mesmo sentido, garantir sobretudo a estabilidade da instituição e continuar o crescimento sustentado da mesma, já que é uma direção que tem imenso orgulho e trabalha em prol do clube, para que seja organizado, cumpridor, respeitado e acima de tudo ambicioso. São premissas que estão instituídas no clube e que tive oportunidade de confirmar. Desta forma, digo que o C.D.C. de Macieira de Cambra tem crescido e vai continuar a crescer, com a toda a envolvência que existe e que é de realçar.

2.       Considera que o plantel do CDC Macieira de Cambra tinha potencial para atingir um melhor lugar na tabela classificativa que o 8º lugar final?

R: Quando elaborei o plantel no início da época, principalmente com os meus adjuntos e o vice-presidente, tentamos fazer um plantel competitivo, com soluções para todas as posições e com jogadores que conseguimos contratar como mais valias. Após isso, definimos um objetivo interno, que era ficar acima do 8º lugar com que finalizamos o campeonato.

Não ficamos longe do objetivo delineado, no entanto, respondendo concretamente à pergunta, sim, tínhamos potencial para acabar acima do 8º lugar. Tivemos um início de campeonato que nos limitou um pouco, porque, ao fim de 5 jornadas tínhamos apenas 1 ponto, mas, conseguimos dar a volta por cima e chegamos mesmo a alcançar o 4º lugar na nossa melhor fase da época.

3.       Acha que no plantel existia algum jogador com qualidade para outros voos, ou seja, que possa vir a jogar num nível superior, como nos campeonatos nacionais?

R: Esta resposta é daquelas que não tenho nenhuma dificuldade em responder, sem individualizar, temos muito potencial na nossa equipa. Temos uma mescla de jogadores jovens com jogadores mais experientes e não tenho dúvidas nenhumas que temos vários atletas com qualidade para jogar em campeonatos nacionais.

Infelizmente, não sei se o clube vai conseguir manter esses jogadores na próxima época, já que os atletas do CDC de Macieira de Cambra são sempre muito assediados por outros clubes, muitas vezes ainda com o campeonato em andamento.

Fico contente por terem sido treinados por mim e serem valorizados, digo muitas vezes para aceitarem se tiverem propostas para campeonatos superiores, e nisso, a direção do clube está totalmente de acordo.

4.       Quais as perspectivas para o futuro. Após dez anos de dedicação extrema ao clube pretende continuar ou considera que chegou a altura de novos projetos?

R: Neste momento decidi que não iria continuar como treinador da equipa sénior do CDC. Estive 10 anos ligado umbilicalmente ao clube; 2 como treinador do escalão de “Benjamins” e 8 no escalão “Sénior”.

Tomei esta decisão não por ter outro projeto, ou pelo clube me ter dispensado, mas por uma decisão pessoal, em que senti que deveria parar para descansar e para me “desligar” um pouco do futebol.

Preciso de ter menos privações e estar mais tempo com a minha família. Não sei se será definitivo ou temporário, mas, neste momento, foi a decisão que tomei e vou ver o futebol de outra forma de certeza!

5.       Aproveita também para deixar algumas palavras de final de época para a direção, jogadores e adeptos.

R: Quero aproveitar esta oportunidade para deixar alguns agradecimentos. Primeiro aos meus adjuntos, Pedro Tavares e Albino Arques, sem eles não era possível fazer todas estas épocas e deixar esta marca no clube. Depois a toda a direção, que tem feito de tudo para o crescimento do clube; o vice-presidente para o futebol sénior (Luís Soares), diretor desportivo (Tomé Rodrigues), fisioterapeuta (Joana Almeida) e todo o restante staff.

Quero agradecer também aos principais protagonistas, os jogadores, que foram uma verdadeira família. E por fim, aos nossos sócios e simpatizantes que fizeram um acompanhamento inexcedível à nossa equipa, inclusive nos jogos fora. Espero que assim continuem e que sintam o mesmo orgulho que todos sentimos quando envergamos o símbolo do clube.

Entrevista | Texto: Luís Teixeira

sobre o autor
Alberto Pinho Gonçalves
Discurso Direto
Partilhe este artigo
Relacionados
Newsletter

Fique Sempre Informado!

Subscreva a nossa newsletter e receba notificações de novas publicações.

O envio da nossa newsletter é semanal.
Garantimos que nunca enviaremos publicidade ou spam para o seu e-mail.
Pode desinscrever-se a qualquer momento através do link de desinscrição na parte inferior de cada e-mail.

Veja também