Alienação Parental

O que é e como identificar?

Mais comum do que se possa imagina, geralmente acontece em processos de divórcio ou separação, a alienação parental é quando um dos progenitores podendo ser o pai ou  mãe, até mesmo um parente próximo, tenta, a qualquer custo, anular ou invalidar a imagem do outro. Ocorre quando o alienador,  tenta afastar ou impedir o convívio com o outro genitor, sempre de forma deliberada enfraquecendo a relação do filho (a) com o outro, inventando atividades que não existem, somente para sabotar a visita, denegrindo a imagem do outro ao ponto da criança ou adolescente ter repúdio do outro genitor.  Isso traz mais malefícios às crianças do que o alienador possa imaginar, pois além de ser cruel ao ponto da criança ou adolescente se  perguntar “ o que fiz para merecer um pai/mãe assim?”, faz com que a criança se sinta culpada, podendo fechar-se no seu mundo, sentindo receio de demonstrar o que sente, e, muitas vezes, de dizer o que tem vontade e com quem tem vontade de estar.

Deste modo, é necessário ficar atento à criança ou adolescente quando estes começam a apresentar mudanças significativas de comportamento em casa ou na escola,  prestar atenção quando a criança passa  distanciar-se de um dos progenitores, quando começam a apresentar sintomas de irritabilidade excessiva, agressividade, ansiedade, baixa autoestima e até depressão, isso pode ser o impacto da alienação parental em sua vida.

Infelizmente não existe uma lei especifica em Portugal que trate da alienação parental, mas o Ministério Público pode sempre intervir caso seja procurado por um dos progenitores alienado, a lei diz que nenhuma criança pode ser privada do convívio de um dos pais, dos irmãos e avós.

Se por acaso está a passar por algo semelhante, não hesite em procurar profissionais o auxiliem como advogados, psicólogos especializados, mediadores familiares, podendo sempre contar com a intervenção do Ministério Público, reunindo o maior números de provas, como emails, troca de mensagens, testemunhas, conseguindo assim alterar a decisão judicial sobre a responsabilidade parental da criança.

 

 

sobre o autor
Mjaqueline Melo
Discurso Direto
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