Apresentação do conto infantil “Dia Mundial dos Chapéus em bico”

Foi com a Biblioteca municipal completamente cheia que, no dia 9 de março de 2024, decorreu a apresentação pública desta obra, em cuja génese e edição estão duas professoras do 1º Ciclo do Ensino Básico de Arouca: a autora do texto, Maria de Lurdes Duarte e a ilustradora, Joana Magalhães, que se estreou assim na ilustração de uma obra infantil.

Começou a publicar poesia com “Como um grão de areia”. Depois iniciou-se na literatura infantil com a publicação de “A magia da cidade do arco-íris”. Agora, com o “Dia mundial dos chapéus de bico”, Maria de Lurdes Duarte oferece-nos mais uma obra infantil, através da qual a autora exprime o desejo e a sua preocupação em transmitir valores às novas gerações e motivá-las ao gosto da leitura, numa época em que o digital parece querer sobrepor-se ao suporte em papel.

A abrir e a encerrar a sessão de apresentação deste conto infantil, nada melhor do que uma breve atuação musical feita por um grupo de crianças de Moldes que fazem parte do grupo “Malucos da concertina”, dirigido pela sua professora de acordeão Margarida Quintas.

Depois de referir a marca arouquense desta obra infantil, a Vice-Presidente da autarquia, Cláudia Oliveira, chamou a atenção para a intenção deste conto motivar os seus leitores a olharem para os outros e salientou o contributo solidário desta publicação para causas sociais, através da cedência dos direitos de autor para duas instituições que visam apoiar crianças internadas em hospitais por motivos cancerígenos: a Operação nariz vermelho e a Associação “Acreditar”.

A apresentação da obra coube à professora Marta Brandão, que fez uma breve análise ao texto, que foi, seguidamente, completada pela ilustradora que explicou a metodologia que esteve na base das ilustrações e enriqueceram este conto infantil, estas estavam todas afixadas nas paredes da Biblioteca municipal.

Por sua vez, a autora, depois de referir que a poesia e a escrita para crianças são dois temas que a apaixonam desde há muito, salientou o papel importante que a ilustração representa numa obra infantil, salientando que o texto e a ilustração deste conto visam contribuir para a felicidade dos outros, através da generosidade, da amizade, da alegria e do consolo veiculados por um pequeno chapelinho. Na verdade, o desaparecimento do Chapelinho de Aniversário, é o ponto de maior suspense na narrativa deste conto, pois ele acaba por justificar o seu desaparecimento para poder ir amenizar a dor e a solidão de muitas crianças no IPO.

E é assim que uma cidade com tantos chapéus generosos só pode ser uma cidade feliz, até porque “não há maior felicidade do que fazer a felicidade de alguém”

A sessão de apresentação terminou com os autógrafos da autora e da ilustradora, seguindo-se um pequeno momento gastronómico, com produtos regionais na varanda da Biblioteca municipal.

José Cerca

 

sobre o autor
Ana Isabel Castro
Discurso Direto
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