Aplicou-se a lei do mais forte no Arouca x Sporting (0-3)

Esforço arouquense não conseguiu derrubar poderio sportinguista

Em dia de eleições, Arouca e Sporting mediram forças. Apesar do esforço dos Lobos de Arouca, os Leões foram mais letais, vencendo por 0-3. Assim como na última partida contra o Chaves, também neste caso o resultado é enganador mediante o que se passou dentro de campo, num jogo em que só a qualidade das equipas é que foi o fator de maior diferença.

As duas equipas entraram bem dentro de campo, atacando o adversário e fechando-lhe os caminhos da sua baliza. Contudo, as armas do Sporting mostraram cedo a diferença de qualidade para com as do Arouca: ao minuto 19, Esgaio não teve pernas para acompanhar Matheus Reis. O ala esquerdo leonino cruzou para Gyokeres que ganhou a frente a Montero e Weverson e só teve de encostar. O avançado sueco fez assim o seu 19º para o campeonato (o 35º esta época!), continua a ser o melhor marcador da Liga e mantém-se como um dos melhores jogadores do Sporting e do campeonato português.

Daí até ao intervalo, o Arouca dominou a partida, o que explica o facto da equipa de Daniel Sousa ter tido mais de metade da posse de bola e mais ataques que o Sporting. Ao contrário da pressão adversária, que surtia pouco efeito, a pressão feita pelos arouquenses esteve em altas ao nível da sua eficácia. Muito disso se deve a David Simão e Pedro Santos, num jogo bem conseguido de ambos, que foram servindo a frente de ataque. Contudo, o trio espanhol, juntamente com Morlaye Sylla, não teve a eficácia do costume. Pouco depois de uma defesa com o ombro de Arruabarrena a negar novo golo a Gyokeres, Franco Israel esticou-se todo, evitando assim o golo a Sylla pouco depois da meia hora de jogo, naquela que foi a melhor oportunidade do Arouca na primeira parte.

Ao intervalo, Rúben Amorim colocou em campo Gonçalo Inácio para render Eduardo Quaresma, que ia perdendo as lutas com Sylla. Esta troca e um ajuste tático no seu duplo pivô de Hjulmand e Morita dificultaram imenso a tarefa ao Arouca. Quanto mais tentavam os comandados de Daniel Sousa, mais difícil se tornava a tarefa de chegar à baliza do Sporting, que solidificou o eixo defensivo e fechou os espaços entre linhas e nas costas no meio campo leonino. Isto explica a dificuldade tremenda que o Arouca teve na segunda parte em criar oportunidade de remate, mesmo tendo mais bola que o Sporting. Pelo contrário, os leoninos iam conseguindo entrar mais facilmente no meio campo arouquense e isso viu-se no início do segundo tempo: grande bola de Morita para Gyokeres que facilmente ultrapassou na corrida os centrais arouquenses. Arruabarrena disse presente e evitou com estilo um golo quase certo.

Foi o próprio guardião dos Lobos de Arouca a lançar uma das poucas oportunidades de perigo na segunda parte: Arruabarrena aliviou a bola para a zona de Sylla, que de cabeça deu para Mujica. O espanhol, aos tropeções devido ao péssimo estado do relvado, lá conseguiu rematar para defesa segura de Franco Israel.

Ao minuto 70, surgiu o único caso gritante de arbitragem do encontro. Matheus Reis chegou tarde e derrubou Tiago Esgaio dentro da área, contudo, no entender de Nuno Almeida, não foi o suficiente para assinalar grande penalidade. O lance deixa inúmeras dúvidas.

Na reta final do encontro, fase em que o Arouca estava mais aberto e subido ao tentar fazer o empate, voltou-se a ver a superioridade em qualidade do Sporting que aplicou a machadada final. Aos 91 minutos, Geny Catamo, com tempo e espaço, tirou Montero e Quaresma da frente e enviou uma verdadeira bomba de pé esquerdo. A bola ainda bateu na trave ao entrar. Por fim, Hjulmand carimbou a sua bela exibição com um golo a segundos do fim. O norueguês subiu no terreno e impediu David Simão de sair a jogar. Numa situação de três para dois defesas do Arouca, Gyokeres colocou Hjulmand isolado na cara de Arruabarrena. De pé direito, fez o 0-3 final.

Com este resultado, o Sporting mantém-se em primeiro, com um ponto a mais (e um jogo a menos) que o Benfica. Já o Arouca está tranquilamente em sétimo lugar, com 34 pontos.

Suplentes Arouca:  

Thiago(GR), Quaresma, Milovanov (DF), Kouassi, Busquets, P.Moreira (MD), Lawal, Puche, Trezza (AT)

Ficaram de fora Bambu, M.Rocha, Vitinho (lesão), Valido, P.Moreira, B.Michel, Hamache(opção)

Suplentes Sporting:

D.Pinto(GR), Esgaio, St.Juste, Inácio(DF), D.Bragança, Koba, N.Santos(MD), Paulinho, Edwards(AT)

Substituições Arouca:

72 – Sai Jason, entra Lawal

85 – Saem Weverson, Galovic, Cristo, entram Quaresma, Kouassi e Puche

Substituições Sporting:

46 – Sai Quaresma, entra Inácio

67 – Saem Coates e Trincão, entram St.Juste e Paulinho

77 – Sai Morita, entra Bragança

90 – Sai Pote, entra Nuno Santos

Arbitragem:

Nuno Almeida, P.Felisberto, H.Ribeiro e J.Mendes. No VAR, Tiago Martins e G.V.Freire.

Disciplina Arouca:

Cartão amarelo a D.Simão (80) e Galovic (84)

Disciplina Sporting:

Sem cartões

Conferência de imprensa:

Daniel Sousa (Arouca) – “Queria enaltecer a personalidade da nossa equipa, tiveram uma atitude fantástica. A primeira parte não tirava nem punha nada do que aconteceu. Na segunda tivemos um pouco mais de dificuldades em segurar e criar as oportunidades que conseguimos na primeira. Foi um resultado injusto e pesado”

R.Amorim (Sporting) – “Foi um jogo que sabíamos que ia ser muito complicado, não parece agora porque foi um 0-3 e quem olha para o resultado não percebe que o jogo foi difícil.”

Foto: FCArouca

Simão Duarte

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Simão Duarte
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