Sonho europeu termina em pesadelo

Arouquenses pagaram caro a passividade do primeiro tempo

 

A equipa do Arouca, única representante portuguesa na Conference League, foi eliminada pelo SK Brann, num jogo em que os noruegueses venceram por 3 a 1 (4-3 no agregado). A primeira surpresa do jogo foi não haver qualquer transmissão do mesmo em canais portugueses, sendo que as únicas opções para ver o jogo foram o site norueguês Schibsted, no qual era necessário pagar 15 euros para ver apenas o jogo.

A partida começou com o SK Brann superior ao Arouca, acabando mesmo por refletir isso em golos. Logo aos 6 minutos de jogo, perante uma marcação passiva da defesa arouquense, Warning aparece no centro da área, ganha o duelo aéreo a Quaresma, cabeceia para o lado direito de Arruabarrena que tira um golo certo, mas Myhre, junto ao poste, aproveita para fazer a recarga, marcando assim o 1 – 0.  Com a eliminatória empatada, ambas as equipas se encontravam bem organizadas defensivamente e na construção de jogo, procurando marcar, construindo muito bem, contudo falhavam sempre no último passe ou na finalização. Referir ainda a existência recorrente de faltas, grande parte delas duras, que ou nem sequer eram assinaladas ou então não eram sancionadas disciplinarmente. No final da primeira parte, o Brann dilata a vantagem para 3 – 0. O 2 – 0 resulta de um canto, em que Knudsen aparece soltinho no centro da área, cabeceando forte e para o canto superior direito. O terceiro seguiu a mesma fórmula, só que em lance corrido. Niklas Castro cruza para o centro da área, onde aparece sozinho Finne que também cabeceia para o lado direito da baliza. Nos três golos, há muitas falhas defensivas, mas deve-se deixar bem claro que o guarda redes Arruabarrena nada poderia fazer.

Com 3 – 0 ao intervalo e 4 – 2 no agregado, o Brann entrou confortável na segunda parte, defendendo o resultado. O Arouca mostrou uma enorme força de vontade, algo espelhado no jogo: em toda s segunda parte, a equipa comandada por Daniel Ramos teve 61% de posse de bola, 4 remates contra 0 do Brann, 7 livres, 3 cantos e 57 ataques. Apesar de mostrarem-se aguerridos, o Arouca revelou dificuldades em furar o bloco baixo do Brann para efetuar remates, o que explica o número baixo de remates, apesar do domínio. Perante um Brann muito agressivo, o Arouca reduz a desvantagem aos 57 minutos, por intermédio de Sylla. O médio guineense rematou à entrada da área, a bola sofre um desvio e acaba no fundo das redes. No resto da segunda parte, o Arouca precisava apenas de marcar um golo para empatar a eliminatória, golo esse que nunca chegou. Poderia ter chegado caso, aos 65 minutos, o árbitro tivesse visto uma mão na bola claríssima dentro da área do Brann. Relembrar que nesta fase da competição ainda não há VAR.

O sonho europeu do Arouca terminou assim em pesadelo, ficando na boca o sabor amargo do misto entre a felicidade por marcar presença nas competições europeias (pouco tempo depois de subir do CP à Primeira Liga) e a eliminação numa competição na qual se poderia ter ido mais longe.

 

 

 

Suplentes Arouca:

Thiago e J. Valido (GR), B.Milovanov, R.Fernandes e Weverson (DF), E.Kouassi, Y.Moses, P.Santos (MD), A.Bukia, Y.Lawal e M.Puche (AT)

Ficaram de fora Vitinho, P.Moreira, B.Michel, M.Rocha e A.Trezza.

Suplentes Brann:

E.Johansen (GR), M.Simba, E.Helland, W.S.Kvale (DF), , U.Mathisen (MD), F.Borsting, A.Heggebø, N.Wassberg (AT)

Substituições Arouca:

58 – Sai Jason, entra M.Puche; Sai O.Busquets, entra P.Santos

83 – Sai Quaresma, entra Weverson; Sai D.Simão, entra Lawal

92 – Sai Sylla, entra Kouassi

Substituições Brann:

46 – Sai M.Warming, entra F. Borsting

68 – Sai N.Castro, entra A. Heggebo; Sai S.Kartum, entra U.Mathisen

83 – Sai B.Finne, entra M.Simba

Arbitragem:

Bram Van Driessche, Yves De Neve, Jo de Weirdt e Kevin Van Damme como 4º árbitro. Nesta eliminatória, não há VAR.

Disciplina Arouca:

Cartão amarelo a Galovic (27 e 93 mins), D.Simão (57), Arruabarrena (93) e P.Santos (93). Vermelho a Galovic (93)

Disciplina Brann:

Cartão amarelo a T.Pedersen (38), S.Crone (50) e F.Knudsen (64)

Simão Duarte

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Simão Duarte
Discurso Direto
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