Arouca possui mais vagas para idosos e crianças após investimento do programa pares

Realizou-se, no passado dia 6 de julho, a cerimónia que assinalou o alargamento do Centro de Dia do serviço de apoio domiciliário, e o aumento do número de lugares na creche do Centro Social e Paroquial de S. Salvador do Burgo de Arouca. A inauguração contou com a presença da Ministra do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Ana Mendes Godinho, e da Presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém.

Também presente na cerimónia o presidente Luís Ribeiro salientou a necessidade “cada vez mais urgente” de “dar resposta a todos aqueles” que necessitam de um lar residencial. “Esta creche aumentou a sua capacidade de 30 para 42 crianças, ou seja, foi um aumento de 12 crianças, sendo o valor total da obra de 64 328 mil euros, de modo a conseguirmos dar uma resposta para termos desenvolvimento físico, mas também psicológico e humano pois esse é o nosso grande objetivo”, denotou o responsável. De seguida clarificou que está à espera de “com esta duas candidaturas” dar resposta “a mais 29 pessoas (12 crianças e 17 idosos), ora no centro de dia ora indo ao domicílio prestar o serviço”. LR, todavia, acrescentou que as novas vagas apenas “estarão disponíveis no futuro”, quando forem “assinados os respetivos protocolos de cooperação com a segurança social”. As obras para as 3 áreas de ação da instituição foram financiadas pelo Estado ao abrigo do programa PARES, com vista à rentabilização espacial dos dois edifícios em causa, até à sua total capacidade.

A edil, Margarida Belém, demarcou o facto de este ser “um território de interior”, que se debate “com vários desafios ao nível da fixação da população, sendo fundamental” disporem de respostas “com qualidade, e “em número suficiente”, para atender às “necessidades e espectativas” de quem quer fazer de Arouca “o seu lar” e aqui “criar raízes”. A autarca salientou que existe um enorme aumento da procura desta “resposta social” que “esgotou a sua capacidade”, uma vez que diariamente recebem “famílias angustiadas” porque não dispõem de retaguarda familiar, e não conseguem “acautelar a conciliação familiar, pessoal e profissional no regresso ao trabalho”. A Ministra Ana Mendes Godinho, também no local, lembrou o forte impacto a que foi submetida a sociedade com a pandemia, que “nos alertou” para a necessidade de termos “maior capacidade de resposta” ao desafio demográfico “que temos em Portugal”. Desafio este de fazer com que “as nossas crianças tenham condições de se desenvolver em Portugal em igualdade de oportunidades, quer seja de Arouca, S. Pedro do Sul, Viseu, Porto”, clarificou.

“Nós temos apostado muito nesta valorização do investimento social como transformador do nosso pais, se nós pensarmos nos territórios do interior, as IPSS são verdadeiramente quem cria emprego e quem garante que as pessoas aqui ficam e não têm de sair porque não tem resposta. Temos de por o pé no acelerador e acelerar brutalmente para conseguir aumentar a capacidade de resposta.”, explicou. A governante confessou igualmente que entre o programa PARES e o PRR mobilizaram cerca de “600 milhões de euros” para “respostas sociais” através das IPSS.  Concluindo Ana Mendes Godinho demarcou que apenas vamos crescer enquanto país “se todos fizerem parte”. “Não podemos desperdiçar cerca de 20% da população que está em risco de pobreza, se o fizermos estamos a desperdiçar a nossa capacidade de todos fazermos mais”.

Ana Castro

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Ana Isabel Castro
Discurso Direto
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