Fernando Ferreira, Presidente cessante dos rotários em entrevista de balanço de mandato

“Vale sempre a pena quando nos entregamos de coração a algo ”

Presidente cessante no dia 30 junho de 2023 (data da realização da cerimónia de transmissão de mandato), Fernando Ferreira, numa entrevista de balanço de mandato, esteve à conversa com o DD, abordando várias temáticas, entre elas o que o motivou a ser Presidente desta associação, quais os projetos que o Rotary colocará em prática no futuro, como tencionam fazer frente às problemáticas que a humanidade enfrenta atualmente, e também os pontos altos da sua Presidência. O destino da associação rotária concelhia está agora “nas mãos” de Ângelo Campelo, que é desde o dia 1 de julho o novo Presidente do Rotary Club de Arouca.

DD-O que o motivou a tornar-se Presidente do Rotary Club de Arouca? Há quanto tempo é associado?

FF-Aderi ao Rotary Clube de Arouca, por convite, em 2014. A principal motivação para exercer a liderança, neste ano, foi a vontade de ajudar este clube a ser mais dinâmico e inovador. Devo frisar que todos os companheiros presidentes que me antecederam prestaram um excelente contributo ao clube e a Arouca, com empenho, competência, dinamismo e criatividade. Foi por isso para mim uma honra assumir este desafio e dar continuidade ao trabalho destes.

DD-A seu ver o que distingue esta associação de qualquer outra, e quais os valores mais importantes que tenta promover e colocar em prática com as atividades e convívios realizados.

FF-Existimos em Arouca há 31 anos, e integramos o Distrito 1970, fazendo assim parte de mais de 46.000 clubes. Procuramos desenvolver iniciativas para solucionar problemas e vemos um mundo onde as pessoas se devem unir e entrar ação para causar mudanças duradouras em si mesmas, nas suas comunidades e no mundo. Possuímos assento na ONU, onde temos um histórico compartilhado de trabalho em prol da paz, e de questões humanitárias em todo o mundo.

DD- Pelo que tem mostrado à população, o Rotary é uma organização que, acima de tudo, tenta zelar e promover melhores condições de vida para a sociedade. Quais as iniciativas e projetos que já estão em prática, e aquelas que ainda estão a ser pensadas para mitigar os problemas sociais?

FF-A Missão do Rotary é servir ao próximo, difundir a integridade e promover a boa vontade, paz e compreensão mundial, por meio da consolidação de boas relações entre líderes profissionais, empresariais e comunitários. A nível mundial destaco o projeto End Polio, onde trabalhamos para erradicar a pólio há mais de 35 anos, com o apoio de imensas organizações, com destaque para a Fundação Bill e Melinda Gates. Estamos próximos de livrar o mundo dessa doença.

Não posso deixar de destacar a obra solidária, de 2013, intitulada “Casa do Jorge”, que o nosso clube concretizou, sob presidência de Sérgio Almeida, com o apoio de empresas, instituições e de muitas pessoas que, não tendo possibilidades financeiras, deram horas de trabalho e de ajuda na reconstrução da casa do Jorge e da sua família, melhorando assim a sua qualidade de vida.

DD-Um cidadão atento saberá que as alterações climáticas, os conflitos armados, doenças, possível falta de postos de trabalho no futuro devido à Inteligência Artificial, colapso dos sistemas de segurança social…etc…poderão ser possibilidades muito reais, e que podem afetar muito as nossas sociedades. Que medidas, na sua opinião, já deveriam começar a ser tomadas neste momento para diminuir a repercussão dessas realidades?

FF-Medidas relacionadas com as alterações climáticas, estão a ser, já há bastante tempo tomadas, tanto pela sociedade civil, pelas empresas e pelos decisores políticos, em todo o mundo. Em Rotary acreditamos em encontrar soluções para muitos problemas mundiais, em várias frentes, como a promoção da paz, o combate às doenças, ao fornecimento de água limpa e saneamento, o cuidado da saúde de mães e filhos, o apoio à educação, para o desenvolvimento económico e na proteção do meio ambiente.

Seria muito importante reforçar a presença nas escolas, na sensibilização para essas problemáticas pois, como sabemos, os jovens de hoje serão os trabalhadores e empresários/empregadores de amanhã! A dinamização de dois clubes Interact (em Arouca e em Escariz), desde 2018, nas presidências dos companheiros Eduardo Silvestre e Ricardo Sousa, foi um passo importante neste sentido.

DD-Como recorda o seu mandato. Realizou todos os objetivos que tinha traçado para o Rotary? O que faltou concretizar?

FF-Recordo o mandato com sentido de missão cumprida, pois a grande maioria dos objetivos foram cumpridos. Iremos procurar desenvolver, agora sobre liderança do meu sucessor – Ângelo Campelo – a ideia de dinamização de um ciclo periódico de palestras temáticas, com ilustres oradores, focando temas atuais e pertinentes, que apelidamos por “Imagina-te a cuidar …” da mente…, do corpo…, do ambiente…, dos animais…, do emprego … sempre com foco essencial na juventude, que podemos considerar a força do amanhã, mas que precisa hoje, e muito, da nossa atenção.

O novo conselho diretor já tem aliás um plano de atividades ambicioso para o novo ano e acredito, pelas capacidades de iniciativa, liderança e determinação, aliadas aos valores humanos e solidários do novo presidente, será um mandato de sucesso!

DD-Qual o ponto mais alto da sua presidência e que mais se orgulha?

FF-Gostaria de destacar três deles: a colaboração ativa na dinamização do 1º Sunset Rotary, tendo como anfitrião o Rotary Clube de Albergaria, com a presença de 17 clubes rotários, onde além do companheirismo proporcionado aí foram divulgados imensos projetos e parcerias, que já começaram a dar frutos. Um outro foi o concurso internacional Dreams4All, em parceria com o nosso clube geminado da Turquia, desafiando os jovens a, através da arte (desenho, pintura e ilustração), contribuírem para a divulgação da missão do Rotary, concurso este aliás que cujas obras finalistas estiveram até final de junho em exposição na Biblioteca Municipal de Arouca.

Finalmente, o projeto de cedência de tablets, com o apoio da Fundação Rotária Portuguesa, às IPSS’s do nosso concelho com idosos institucionalizados, pondo assim a tecnologia ao serviço de uma mais e melhor interação destes com os seus amigos e familiares, muitas vezes distantes.

DD- Quais as medidas tomadas pela vossa associação para desenvolver Arouca e apoiar os Arouquenses?

FF- Ao longo destes 31 anos de existência, o RCA tem-se envolvido em imensas iniciativas, locais, nacionais e mesmo internacionais, fruto do envolvimento de quase 3 dezenas de membros, como o apoio de empresários no patrocínio de projetos e da comunidade em geral.

Destaco dois que foram desenvolvidos este ano: o apoio à calamidade na Turquia, com uma campanha de sensibilização para recolha de imensos fundos e bens, a sua organização/seleção e envio para a Turquia. Um outro foi o reforço das bolsas de estudo que, através de empresas patrocinadoras e da Fundação Rotaria Portuguesa, da qual fazemos parte, apoiamos neste ano 9 jovens no seu percurso escolar (secundário e universitário).

*Para ler a entrevista completa adquira a nossa edição impressa já nas bancas;

Transmissão de Mandatos do Distrito 1970;
sobre o autor
Ana Isabel Castro
Discurso Direto
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