Posto CTT de Alvarenga encerrado desde 31 de março

Presidente da Junta garante que problema “vai ser resolvido” e têm sido dados “bons passos nesse sentido”

O posto de CTT de Alvarenga que funcionava no “Supermercado da Elsa” está encerrado desde o dia 31 de março por “motivos logísticos/espaço físico”, como referiu a gerência em comunicado, onde salientaram que o motivo do encerramento se prendeu “principalmente pela organização interna do supermercado”. O DD procurou saber as razões dos proprietários, opinião dos residentes, CTT e junta de freguesia sobre a situação e quais as perspetivas de resolução da mesma.

A gerência do Supermercado da Elsa” corroborou ao DD que foram eles que “tomaram essa decisão”, e que o “ocupar do espaço” foi um dos motivos principais que os levou a querer “criar outras condições para o cliente de supermercado. “No fundo isto é um supermercado e não era fácil encaixar uma loja CTT aqui”, acabaram por consolidar.

Não obstante, ao que indica, a situação “vai ser resolvida”, foi o que garantiu ao nosso jornal Luís Filipe Teles, Presidente da Junta de Alvarenga. “Pode demorar algum tempo, mas vamos arranjar solução”, explicou denotando que o solucionar do problema pode ainda durar um mês ou dois, e que até “já devia estar resolvido”, no entanto refere “há aqui uma série de coisas que se estão a negociar”.

O autarca indicou ainda que a junta “articulou com o município e com os ctt”, e que possivelmente se “encontrou uma solução” que passa “pela junta poder assumir esse serviço”, mas que ainda “não é oficial”. “Andamos em conversações e depois disso há passos que temos de dar e temos de ter a certeza se é possível ou se não é”, clarificou, acrescentando que esta é uma situação que não podem manter por muito mais tempo.

“A maiores parte dos clientes tinham mais de 60 anos e fraca literacia”

Tiago Cardoso (29 anos) habitante de Alvarenga, no testemunho que deu ao DD, revelou que o serviço era “muito útil”, pois “eram as próprias pessoas da loja” que o faziam. “Auxiliavam no cambio de reformas”, “envio de encomendas”, fazendo ainda o reparo que “a maior parte dos clientes tinham mais de 60 anos e fraca literacia”. Além disto, “como é uma terra de emigrantes”, existem muitos assuntos burocráticos a tratar” e “material e encomendas para enviar para os familiares”. Ajudavam, de igual forma, na interpretação de documentos” (cartas), e no “levantamento de documentos”. O alvarenguense revelou que esta realidade, para ele, “não cria grandes constrangimentos” apesar de serem sempre “20 km a dobrar” para entregar “uma carta”, no entanto, considera “chato” para as “pessoas idosas” que “não sabem conduzir”, ou “não têm grande rede de apoio” que só “em caso de urgência vêm a Arouca”. “Nós jovens temos outro à vontade porque temos carta e carro e poemos deslocar nos mais facilmente, mas é mais essa despesa e uma perca de tempo”, denotou.

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Ana Isabel Castro
Discurso Direto
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