Comunicado PSD: Cinco anos como Presidente de Câmara e depois de mais de 90 milhões de euros gastos Margarida Belém falha estrondosamente

Ontem, 3 de maio, a comissão política do PSD de Arouca enviou ao nosso jornal um comunicado que passamos a citar na íntegra.

“A apresentação, debate e votação sobre os Documentos de Prestação de Contas da Câmara de Arouca relativas ao ano 2022, que mereceu por fundamentadas e objetivas razões o voto contra dos autarcas do PSD, não só na Câmara como na Assembleia Municipal, serviu também de base para um balanço de cinco anos de gestão da Presidente da Câmara, Margarida Belém. Ao fim deste ciclo é evidente que a gestão socialista falhou estrondosamente e com isso coloca em causa o desenvolvimento do concelho. Como foi referido na sessão da Assembleia da passada sexta-feira, pela bancada do PSD, nos últimos anos o Executivo Socialista “mais parece um misto de sociedade recreativa com uma empresa de eventos e de publicidade”, não se assinalando “qualquer esforço significativo em áreas julgadas nevrálgicas de forma a assegurar a sustentabilidade demográfica do concelho, que nas duas últimas décadas perdeu, em média, um arouquense cada dois dias”.

Ao longo destes últimos cinco anos a Câmara teve ao seu dispor mais 90 milhões de euros. Apesar desse significativo valor não se registou nenhuma obra marcante, nenhuma obra estruturante, da iniciativa do Executivo liderado por Margarida Belém. É reprovável, como foi sublinhado nessa sessão, que a edil arouquense “gasta quase tudo em despesas correntes e muito pouco em investimento, e sobretudo em investimento reprodutivo”. No último ano foram mais de 14 milhões de euros para despesas correntes. Mais de setenta por cento do orçamento disponível!

O relatório de contas assume-se como o reflexo de opções políticas que o PSD não subscreveu, querendo também este Comissão política lembrar o inusitado e ardiloso alheamento por parte da Presidente da Câmara às inúmeras propostas apresentadas pelo PSD, no âmbito do processo que decorreu ao abrigo do Estatuto do Direito de Oposição, em dezembro de 2021. Propostas essas feitas em consonância com o pensar e sentir dos nossos autarcas. Além disso as contas de 2022 refletem opções políticas erradas, evidenciando também a forma discriminatória como a maioria socialista trata as Juntas de Freguesia, numa nefasta prática calculada de “asfixia”, que em muito condiciona e limita a ação dos seus autarcas.

Na oportunidade o PSD lamenta que a Presidente da Câmara, na referida sessão da Assembleia, em diferentes momentos, mas com especial incidência aquando do debate do relatório de contas, se demitisse da sua responsabilidade, não sendo capaz de responder às inúmeras questões que lhe foram colocadas, de esclarecer os assuntos essenciais, numa prática recorrente a que não será alheia uma intrínseca incapacidade técnica e política.”

sobre o autor
Ana Isabel Castro
Discurso Direto
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