Plano de Ação combate a pobreza nos cinco concelhos do EDV

23,4 milhões de euros do PRR ativam projetos para minorar as desigualdades em Santa Maria da Feira, S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Arouca e Vale de Cambra

“Cortesia” do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), a Unidade Territorial Sul da Área Metropolitana do Porto, ou seja, os concelhos de Santa Maria da Feira, S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Arouca e Vale de Cambra, também conhecidos como EDV – Entre Douro e Vouga, têm 24,36 milhões de euros para investir no combate à pobreza e exclusão social prevalecentes nas suas áreas menos desenvolvidas do ponto de vista económico e social.

Até 31 de dezembro do ano passado foram submetidas 47 candidaturas, para suportar operações e projetos no valor de mais de 14 milhões de euros. Faltam concretizar 28 candidaturas, para aplicar mais de 9 milhões de euros.

José Pinheiro, presidente da Câmara de Vale de Cambra e da Associação de Municípios das Terras de Santa Maria, que reúne os cinco do EDV mais Espinho, apontou no passado dia 3 de abril, no Mosteiro de Arouca, os males que o Plano de Ação da Operação Integrada do Território de Intervenção da Área Metropolitana do Porto Sul (PAOITI AMP SUL) pretende atacar: acentuado envelhecimento, fraca mobilização dos atores locais para a inversão das condições de pobreza, baixos níveis de consciência cívica e exercício dos direitos, emergência de fragilidades em termos de saúde mental, precariedade habitacional, vulnerabilidade na saúde, sobretudo no acesso aos serviços, e baixa qualificação dos adultos.

«Já estão ações no terreno e equipas a trabalhar», sublinhou a anfitriã Margarida Belém, presidente da Câmara de Arouca, com nota de que este plano de ação «é desafiante e inovador». Sublinhou que o «combate as desigualdades» envolve «parceiros públicos e privados» e conta com «a participação das comunidades».

Os projetos decorrentes das três dezenas de candidaturas já aprovadas têm as colaborações das instituições sociais dos concelhos, bem assim como de associações de desenvolvimento e de juntas de freguesia.

A promoção da saúde e o estímulo à ação comunitária sob a forma de “estaleiro social» são iniciativas ativadas no município arouquense, que também aposta numa “horta pedagógica” para envolver cidadãos seniores.

Em Oliveira de Azeméis, assinale-se a “assistência técnica do município” a comunidades desfavorecidas, bem assim como projetos como o “transporte flexível” e o “normal é ser diferente”.

“Envelhe(S)er” e “Ativ’Idade” são projetos no concelho de Santa Maria da Feira dirigidos a idosos, mas a capacitação de agentes locais para o trabalho social também está na agenda. O combate ao alcoolismo e, numa amplitude regional, a atenção do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (CHEDV) às patologias e doenças das crianças não foram esquecidos.

S. João da Madeira tem o projeto “Coordenadas” para a saúde mental, que inclui uma horta familiar e ainda ateliês de Arte Bruta. A “Operação Malmequer” vai requalificar os espaços de lazer dos bairros de habitação social, nomeadamente tornando-os mais acessíveis a quem padece de deficiências e de problemas de mobilidade.

A promoção de respostas de saúde de proximidade, nos domínios da prevenção dos maus hábitos alimentares e de bebidas, e no combate à obesidade, foram inscritos no plano de Vale de Cambra.

“Imparidades” é o projeto dirigido a deficientes e portadores de incapacidades, que visa promover a empregabilidade dessas pessoas e a promoção da saúde.

Texto: Alberto Oliveira e Silva

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Ana Isabel Castro
Discurso Direto
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